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7.11.2007

Nos

Sims, criou uma família semelhante à nossa. Tinha mesmo o nosso apelido e os nossos nomes. Mas porque por alguma razão não tratou bem da mãe (eu), ela morreu. A tristeza dela era evidente, não pela mãe ter morrido mas porque "agora o que vai acontecer com os filhos? Não vão ficar bem".

Isto durou uns 3 segundos até criar uma nova família.

5.29.2007

Remorsos

Descubro uma folha de papel por baixo de um montinho de roupa para engomar. Há quanto tempo lá estaria não faço ideia, mas suspeito que há umas semanas já.

Escrito por ela:
"T. (fofinho da mana):
T. eu sei q não sabes ler mas pede à mãe que te leia; És muito bonito e fofinho, desculpa eu estar sempre a dizer que tu és estúpido.
Bjs! Zoe maninha".

5.19.2007

A partir de agora

nova autora no blog:

Zoe, 8 anos, 2º ano/quase 3º.

Os posts dela serão sujeitos ao meu lápis azul apenas no que diz respeito a erros ortográficos, o tema e a composição do texto são livres.

5.07.2007

E depois há

estes momentos, tão diferentes destes em que (quase) secretamente rebentamos de orgulho, como quando descobri que a minha filha, no 2º ano do primeiro ciclo lê porque lhe apetece (pronto são livros "Uma Aventura") e (o melhor de tudo), escreve porque lhe apetece.
Como diz uma amiga minha, minha rica filha!

Do dia da mãe (II)

Eu também não ajudo muito, se calhar.

Tive dois postais dela, um da escola e outro por auto-iniciativa, feito em casa.

O da escola: "Mãe, gosto muito de ti porque és muito querida, levas-me a mutos sítios divertidos. No teu dia tenho uma prenda para te dar! Muitos beijinhos da tua querida filha!!!!" (este foi revisto pela professora).

O de casa: "Desculpa mãe por tudo o que nós fazemos de mal. Eu sei que o desenho está muito feio mas foi o melhor que consegui! Bjs!" (desenho feito com tintas que aumentam de volume e são difíceis de usar).

4.26.2007

Eu agora

gosto do Pedro Abrunhosa (não das músicas, claro).
É que passei por ele de carro e ele acenou à minha filha.

3.29.2007

A propósito

de um excelente post de outra amiga, lembro-me do primeiro dia deste ano. Dia 1, sim, e nós (eu, eles, a minha grande, grande amiga e os seus irmãos) num skate park a uma hora que era já nocturna. Eles de skate, ela de ténis com rodas e já a irmos embora quando ela aparece a choramingar com a mão no queixo. Caíu de uma rampa mas não confessa, diz que tropeçou nos ténis. A ferida é pequena e, como sempre desdramatizo, digo-lhe que já passa. Vamos embora.
No caminho relvado até ao carro vomita duas vezes e ensaia três desmaios. Corremos para o hospital onde lhe chamam "reações vagais" e lhe dão uns pontos no queixo. Fico com ela, ainda impressionada pela coragem desta miuda, 7 anos, nem um gemido. É cosida e pede-me para lhe dar a mão (tem um pano que lhe cobre a cara toda com excepção do queixo). Nem um ai e eu a perder o chão. Largo-lhe a mão e oiço o enfermeiro "sente-se ali, ponha a cabeça abaixo do nível dos joelhos".
Não me consigo levantar para lhe voltar a dar mão.
Não sei se já aqui tinha dito. Somos assim, nós as duas, iguais, vagais, a funcionar ao retardador com medo que alguém nos descubra as lágrimas e as fraquezas.
A parte boa é que, por nos conhecermos tão bem por dentro e por fora uma da outra, advinhamos-nos as dores, os medos e as alegrias contidas. Só entre nós.

PS: A musica de hoje é dedicada a ela, mesmo que não a oiça por estar na colónia. É a música preferida dela, quase quase aos 8 anos.

3.14.2007

A ver se me lembro de como a coisa se passou

e há-de ter sido mais ou menos assim:

"Ai, mãe, hoje tenho mesmo que estudar, tenho ficha de avaliação de Inglês e nem sei dizer nenhum número, faltei no dia em que deram os números!"

Acho muito bem, estudar, em vez de se ir pôr no computador a jogar Sims.

"Também não podia ir, estou de castigo."

Ai está? Ah pois é!

"Mas é só de Messenger, não é de computador."

Ah...(será?).

3.08.2007

Chamo-a

"A mãe comprou um vestido muito giro, queres ver?"
Visto o vestido.
"É giro, mas tens mesmo que engordar um bocadinho, mãe."

(et tu?)

3.05.2007

Há um filme de que gosto muito




Histórias de Nova Iorque.

São três histórias, sem relação entre si, realizadas por três diferentes realizadores (Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Woody Allen) e a única relação entre elas é que se passam em Nova Iorque. A minha preferida é a do meio, que é aliás a menos aplaudida pelos críticos ("Life without Zoe"). Todos os dias me lembro desta história, quando olho para a minha filha. Se soubesse melhor teria-lhe dado o nome Zoe. Um dia, iremos a Nova Iorque só as duas.

pessoas com extremo bom gosto