Aqui há uns anos (como foi? Já sei, foi lendo o Dee's diary) descobri os blogs.
Depois abri o meu blog, sempre com vários avisos de "não te metas nisso, isso da Internet é um perigo" e mais não sei quê. Claro que a voz que me avisava tinha experiência no assunto, mas não propriamente em blogs. Anos atrás, tinha sido ele a descobrir o maravilhoso mundo do irc e a entender os seus propósitos alargados quando deixou de discutir política com cubanos e se transformou numa lésbica virtual. Enviava pics de mulheres em poses pornográficas como sendo suas, pics que lhe íam enviando, para outras mulheres, numa espécie de roda infernal. Parece-me provável que do outro lado fizessem a mesma coisa e não passassem de homens com demasiado tempo nas mãos trocando fotos scanadas de revistas da especialidade (eu pelo menos gosto de imaginar que sim).
A coisa acabou no dia em que ele descobriu um dos melhores amigos dele em poses menos católicas a tentar engatá-lo, aliás ao seu alter-ego feminino. A coisa enojou-o de tal forma que nunca mais conseguiu olhar para qualquer forma de interacção virtual sem lhe vir um vómito ao estômago.
Como tinha conhecimento da história por completo, desvalorizei os avisos, tendo no entanto alguns cuidados. À medida que fui conhecendo melhor esse mundo, mais cuidados passei a ter. Aqui como na vida estamos sujeitos a ataques sim. Por muito cuidadosos que sejamos na escolha das palavras, no ocultar da identidade, no dissimular de pontos de referência que nos identifiquem. Tenho alguns amigos, pessoas que conheci aqui, por isso para mim o risco já foi compensado. Mas tenho sempre presente que há cobardes que, ocultando-se sob capas anónimas, descarregam aqui as frustrações que não sabem ultrapassar na vida real. E mais uma vez discordo desse ditado que diz sticks and stones can break my bones but words cannot hurt me. Algumas palavras magoam sim, revestem-nos de medos, roubam-nos momentos, tornam-nos mais frágeis.
Enoja-me particularmente quando isso acontece com amigas minhas, é quase como se se tivesse passado comigo. E por aqui não se pode (infelizmente) mandar umas boas estaladas.
5.31.2007
5.30.2007
Ser pai de fim de semana é um sonho
Admira-se que a criança mais nova faça birras comigo, com ele porta-se lindamente.
Hoje percebi porquê.
Telefona-me e passo automáticamente o telefone para a criança mais nova, que grita no meio do café porque o gelado que quer está esgotado.
-Vês o teu filho, aos berros no meio do café porque não há o gelado que ele quer?
Do carro para aqui veio a chorar sem parar porque achava que eu tinha que o trazer ao colo.
-Então? O que esperas para o levar ao colo e ir comprar o gelado que ele quer a outro lado?
Hoje percebi porquê.
Telefona-me e passo automáticamente o telefone para a criança mais nova, que grita no meio do café porque o gelado que quer está esgotado.
-Vês o teu filho, aos berros no meio do café porque não há o gelado que ele quer?
Do carro para aqui veio a chorar sem parar porque achava que eu tinha que o trazer ao colo.
-Então? O que esperas para o levar ao colo e ir comprar o gelado que ele quer a outro lado?
Pois tá claro
Os restantes 1% são os que comem Planta, não?
E aquela parte das crianças não poderem ficar mais de 8 horas sem comer à noite também é gira. Ora bem, se as crianças devem dormir umas 10 horas e os meus se deitam às 10 para acordarem às 8, vejamos, acordo-os à meia noite para comerem, às 4 da manhã ou às 6?
Essa senhora pode vir cá a casa enfiar cereais sem açúcar, iogurtes sem açúcar e leite na boca dos miudos. Mas só se prometer que limpa o vómito depois.
(via anarca constipado)
E aquela parte das crianças não poderem ficar mais de 8 horas sem comer à noite também é gira. Ora bem, se as crianças devem dormir umas 10 horas e os meus se deitam às 10 para acordarem às 8, vejamos, acordo-os à meia noite para comerem, às 4 da manhã ou às 6?
Essa senhora pode vir cá a casa enfiar cereais sem açúcar, iogurtes sem açúcar e leite na boca dos miudos. Mas só se prometer que limpa o vómito depois.
(via anarca constipado)
5.29.2007
Finalmente
o novo template.
Ainda sem grandes certezas se será mantido, vê-se lindamente na minha máquina.
É provável que não se veja assim tão bem nas vossas (o html, pois).
Se tiverem problemas em ver, avisem nos comentários ou por mail.
Ainda sem grandes certezas se será mantido, vê-se lindamente na minha máquina.
É provável que não se veja assim tão bem nas vossas (o html, pois).
Se tiverem problemas em ver, avisem nos comentários ou por mail.
Remorsos
Descubro uma folha de papel por baixo de um montinho de roupa para engomar. Há quanto tempo lá estaria não faço ideia, mas suspeito que há umas semanas já.
Escrito por ela:
"T. (fofinho da mana):
T. eu sei q não sabes ler mas pede à mãe que te leia; És muito bonito e fofinho, desculpa eu estar sempre a dizer que tu és estúpido.
Bjs! Zoe maninha".
Escrito por ela:
"T. (fofinho da mana):
T. eu sei q não sabes ler mas pede à mãe que te leia; És muito bonito e fofinho, desculpa eu estar sempre a dizer que tu és estúpido.
Bjs! Zoe maninha".
5.28.2007
Note to self
Da próxima vez que quiser partir um comando de raiva, partir o do video, do dvd, da televisão do quarto dela, do dvd dela, qualquer um excepto o da televisão da sala.
Do fim de semana
Todo passadinho a apartar brigas e aos pontapés à coisa.
Já disse que detesto html? Já, acho que sim. Mas melhor será que não fale mal dos morituri.
Tenho que aprender xml para passar a odiá-lo a ele. Se bem que depois de ter aprendido a apreciar Action Script, o xml não pode ser assim tão mau.
Sou sempre assim, só as coisas difíceis é que me conquistam, pelas fáceis não ganho respeito nenhum.
Já disse que detesto html? Já, acho que sim. Mas melhor será que não fale mal dos morituri.
Tenho que aprender xml para passar a odiá-lo a ele. Se bem que depois de ter aprendido a apreciar Action Script, o xml não pode ser assim tão mau.
Sou sempre assim, só as coisas difíceis é que me conquistam, pelas fáceis não ganho respeito nenhum.
5.25.2007
Hoje tive o maior elogio da minha vida
Hoje tive vários elogios (por exemplo, dois posts abaixo nos comentários).
Mas grande, grande foi quando ela me disse:
- Ó mãe, sabes o que é que o Filipe, o André e o Gonçalo acham? (eu não acho nada disto, são eles). Que tu pareces uma adolescente.
Miúdos de 8 anos e acham que pareço uma adolescente.
Mas grande, grande foi quando ela me disse:
- Ó mãe, sabes o que é que o Filipe, o André e o Gonçalo acham? (eu não acho nada disto, são eles). Que tu pareces uma adolescente.
Miúdos de 8 anos e acham que pareço uma adolescente.
Felizmente
Aprendi o html antes do Flash, senão agora ser-me-ia impossível aprender aquela porcaria.
Ando aos pontapés ao html para o novo template que, por incrível que pareça, será ainda mais básico do que este.
Ando aos pontapés ao html para o novo template que, por incrível que pareça, será ainda mais básico do que este.
5.24.2007
Em Setembro
farei 3 anos de blogosfera. Olhando para trás envergonho-me de cada palavra que escrevi.
5.23.2007
5.22.2007
5.20.2007
Vi aquela Sabrina
ou lá o que é na televisão e agora várias questões me assaltam:
- agora vão buscar as candidatas ao festival da canção aos Morangos com Açucar?
- as miúdas de menos de 20 anos e mais de 15 parecem (as da televisão) todas iguais, serão pré-fabricadas?
- é por isso que recorrem às tatuagens? Para se conseguirem diferenciar?
- ninguém tem coragem de lhes dizer que o triptico unhas/cabelo e mamas de plástico é demasiado?
Sem
ver futebol nem ouvir relatos percebi que o FCP se tinha tornado campeão apenas pelas buzinas irritantes.
5.19.2007
A partir de agora
nova autora no blog:
Zoe, 8 anos, 2º ano/quase 3º.
Os posts dela serão sujeitos ao meu lápis azul apenas no que diz respeito a erros ortográficos, o tema e a composição do texto são livres.
Zoe, 8 anos, 2º ano/quase 3º.
Os posts dela serão sujeitos ao meu lápis azul apenas no que diz respeito a erros ortográficos, o tema e a composição do texto são livres.
O planeta Leite Cor-De-Rosa
Um dia foi descoberto um novo planeta.
Chamava-se Planeta Leite Cor-De-Rosa.
Este planeta tinha a forma de um pacote de Leite e era todo Cor-De-Rosa.
Este planeta era muito saltitão .
O planeta Leite Cor-De-Rosa era o último Planeta do sistema Solar...!
O planeta Leite Cor-De-Rosa foi ter com Júpiter e disse-lhe:
- Júpiter, queres vir saltar nas estrelas comigo?
- Porque é que tu gostas tanto de saltar nas estrelas?
- Porque se não saltar fico estragado (fora do prazo de validade).
- Então está bem, eu vou saltar contigo - disse Júpiter rindo-se às gargalhadas.
Foram os 2 saltar e ouviram uma voz que dizia :
- Posso brincar com vocês ???
Era Marte, o 4 .º Planeta .
- Bem, Marte por mim podes brincar - disse Júpiter.
- Por mim também - disse Leite Cor-De-Rosa .
- Mas a que é que vocês estão a brincar? - perguntou Marte .
- Nós estamos a saltar nas estrelas - disseram os 2 em conjunto.
- Vamos saltar - disse Marte.
Depois de saltarem muito foram perguntar à Terra:
- Terra, queres vir saltar comigo e com os meus amigos ??
- Claro que quero ir com vocês, mas primeiro vamos lanchar a casa do Sol.
E foram todos a casa do Sol lanchar.
Comeram bolos , guloseimas e fruta.
Divertiram-se a jogar jogos, a fazer puzzles e jogaram também às cartas, até que foi a hora da Lua chegar e o Sol ir dormir.
Leite Cor-De-Rosa teve uma ideia:
- Vamos todos dormir todos a minha casa - disse ele.
Júpiter, Terra e Marte aceitaram.
Foi assim que se divertiram muito num dia normal.
Chamava-se Planeta Leite Cor-De-Rosa.
Este planeta tinha a forma de um pacote de Leite e era todo Cor-De-Rosa.
Este planeta era muito saltitão .
O planeta Leite Cor-De-Rosa era o último Planeta do sistema Solar...!
O planeta Leite Cor-De-Rosa foi ter com Júpiter e disse-lhe:
- Júpiter, queres vir saltar nas estrelas comigo?
- Porque é que tu gostas tanto de saltar nas estrelas?
- Porque se não saltar fico estragado (fora do prazo de validade).
- Então está bem, eu vou saltar contigo - disse Júpiter rindo-se às gargalhadas.
Foram os 2 saltar e ouviram uma voz que dizia :
- Posso brincar com vocês ???
Era Marte, o 4 .º Planeta .
- Bem, Marte por mim podes brincar - disse Júpiter.
- Por mim também - disse Leite Cor-De-Rosa .
- Mas a que é que vocês estão a brincar? - perguntou Marte .
- Nós estamos a saltar nas estrelas - disseram os 2 em conjunto.
- Vamos saltar - disse Marte.
Depois de saltarem muito foram perguntar à Terra:
- Terra, queres vir saltar comigo e com os meus amigos ??
- Claro que quero ir com vocês, mas primeiro vamos lanchar a casa do Sol.
E foram todos a casa do Sol lanchar.
Comeram bolos , guloseimas e fruta.
Divertiram-se a jogar jogos, a fazer puzzles e jogaram também às cartas, até que foi a hora da Lua chegar e o Sol ir dormir.
Leite Cor-De-Rosa teve uma ideia:
- Vamos todos dormir todos a minha casa - disse ele.
Júpiter, Terra e Marte aceitaram.
Foi assim que se divertiram muito num dia normal.
5.18.2007
À beira das lágrimas
5.17.2007
Toda
a nossa perspectiva sobre a vida se altera em três segundos quando vemos o nosso filho vomitar em jacto inundando o tapete e tudo à volta.
Cena do "Exorcista" mas em mau, o cheiro a leite azedo é tanto que dá vómitos só de passar por lá.
Até pelo nariz lhe saíu, nojento.
Cena do "Exorcista" mas em mau, o cheiro a leite azedo é tanto que dá vómitos só de passar por lá.
Até pelo nariz lhe saíu, nojento.
5.16.2007
O poder educativo da televisão
nunca para de me surpreender.
Na verdade aprendo pouco, mas deve ser porque só vejo aquele canal AXN e pouco mais.
No entanto hoje ao fazer zapping (o meu desporto favorito) descobri, num teledisco dos Nickelback que passava no VH1, que a Aministia Internacional foi criada por um advogado inglês por causa de dois portugueses que, ao fazerem (em 1961) um brinde à liberdade, passaram 7 anos seguidos na prisão.
A música é a que está na sidebar.
Na verdade aprendo pouco, mas deve ser porque só vejo aquele canal AXN e pouco mais.
No entanto hoje ao fazer zapping (o meu desporto favorito) descobri, num teledisco dos Nickelback que passava no VH1, que a Aministia Internacional foi criada por um advogado inglês por causa de dois portugueses que, ao fazerem (em 1961) um brinde à liberdade, passaram 7 anos seguidos na prisão.
A música é a que está na sidebar.
Aviso à navegação
Aquela música ali do lado é boa para saltar na cama com dois miúdos.
(Pelo menos antes de um deles se armar e começar a fazer esparregatas e a esticar a perna segurando-a com a mão e cair de novo em esparregatas).
(Pelo menos antes de um deles se armar e começar a fazer esparregatas e a esticar a perna segurando-a com a mão e cair de novo em esparregatas).
5.15.2007
Se algum dia
isto chega ao fim (vá pelo litigioso ou de comum acordo) serei sem dúvida uma pessoa renovada:
muito mais paciente, com muito mais resistência à frustração e ao comum engano.
muito mais paciente, com muito mais resistência à frustração e ao comum engano.
5.14.2007
Hoje:
3 anos de ti.
3 anos a ver-te crescer todos os dias.
3 anos a acordar de noite, a ter os ouvidos cheios de birras, a dar-te colo sempre (tão pesado e preguiçoso para andar), a ter que atender os teus pedidos inecessantes.
3 anos a ver-te rir quase sempre, a ouvir-te dizer coisas giras, a sentir-te (quase sempre) feliz, a receber beijos e abraços teus.
Parabéns, querido.
3 anos a ver-te crescer todos os dias.
3 anos a acordar de noite, a ter os ouvidos cheios de birras, a dar-te colo sempre (tão pesado e preguiçoso para andar), a ter que atender os teus pedidos inecessantes.
3 anos a ver-te rir quase sempre, a ouvir-te dizer coisas giras, a sentir-te (quase sempre) feliz, a receber beijos e abraços teus.
Parabéns, querido.
Há 1 ano:
"Há 2 anos escolhemos este dia para tu nasceres. É estranho pensar que um pai e uma mãe podem decidir assim sobre o momento de um filho nascer. Ou, pensando bem, talvez não seja assim tão estranho, se considerarmos que são os pais que decidem que um filho vai existir, que antes de ser ele, o filho (tu), foi ainda parte da mãe e parte do pai, duas partes que se misturaram com todos os seus defeitos e todas as suas qualidades, que ao fundirem-se conseguiram ainda recombinar-se para formarem uma estrutura única e maravilhosa: tu. Talvez não seja completamente estranho se pensarmos ainda que durante os primeiros meses tu não poderias ser independente, precisaste da mãe, do seu mais profundo interior para te preparares para o mundo, que demoraste 9 longos meses para conquistares a tua primeira independência.E que mesmo depois desta, ainda dependias totalmente de nós para te manteres vivo, limpo, alimentado, feliz.Será então estranho para nós, pais, que tu queiras ser completamente independente. Que te impacientes por não o conseguires. Que tudo tenha que ser como e quando tu queres. Não é que não tenhas razão, mas que difícil é para nós lidar com as tuas razões. Ser-nos-ia muito mais fácil se fizesses o que nós sugerimos. Porque só queremos o que é melhor para ti.Um dia sei que entenderás.E ainda assim, podes tu imaginar o espantoso (de espanto) que é ver-te cada dia mais crescido, mais menino e menos bebé? Que é poder conversar contigo, entender-te tão bem, fazer parte da tua vida, dos teus sonhos, de ti? O assombro que é ver-te a transformares-te assim, perante os nossos olhos, do bebé calmo que nem chorava para comer ("confia nos pais", dizia o teu pediatra) desses primeiros meses, na criança viva, expansiva, divertida, eléctrica que és hoje?Há 2 anos escolhemos este dia para tu nasceres.Parabéns, meu querido."
(repost)
(repost)
Há 2 anos:
"Foi assim: Deixámos o carro no Picoas Plaza, não encontrámos lugar em lado nenhum. O avô Z. Foi lá ter connosco (eu, o pai e a mana), tomaram café, eram 16 horas. Estávamos muito ansiosos, já sabíamos que te íamos conhecer daí a pouco tempo, estávamos há 39 semanas à espera.Fomos a pé para o sítio onde nasceste. No caminho encontrámos uma amiga do avô e ele contou-lhe que tu ías nascer. Ela olhou para mim espantada, eu estava muito bem disposta e risonha, para quem estava em trabalho de parto (pois, não estava em trabalho de parto).Entrámos no hospital, estavam lá 3 avós à nossa espera: as avós M. e G. e a bisa G..Deixámos a tua irmã com elas e subimos para o quarto, eu e o pai. Arrumámos as minhas coisas e as tuas nas gavetas. A tia A. e o namorado dela vieram ver-me. Folheei a revista que a avó me tinha dado lá em baixo. Estavamos muito ansiosos, à espera da enfermeira. Ela chegou, mandou sair o pai e eu vestir uma bata esterilizada. O pai entrou de novo. Estava super nervoso. Veio o maqueiro, mandou-me deitar e puseram-me o soro. Desci no elevador com o pai e os enfermeiros. Entrei para a sala, despedi-me do pai (ele estava branco).A anestesista deu-me a epidural, senti liquído frio dentro das costas, mas não doeu nada. Deitei-me, chegou o Dr. C. e o seu ajudante, puseram música, falaram comigo e entre eles: estávamos contentes porque tu ías nascer. Tinha uma cortina à frente, por isso não vi, mas começaram a abrir a minha barriga às 18. Às 18:05 estavas cá fora. A Dr. R. levou-te para a sala ao lado, enquanto os médicos me cosiam , tu não paravas de chorar. Preocupei-me mas o Dr.C. respondeu que o teu choro era vida, era bom. Daí a pouco chegaste ao colo da Dr. R., fizeste-me festinhas com a mão, despediste-te. Fiquei com saudades, quase nem te vi.Fiquei 2 horas no recobro. Pareceram-me 2 anos. Subiram-me, no corredor estavam todos, incluíndo a tua irmã, de saia havaiana e cara assustada. Falaram-me de ti. Todos já te tinham visto mais do que eu. Fui para o quarto, mimei a tua irmã (continuava assustada, por me ver com tubos no braço). Pedi para te ver, o pai foi chamar a enfermeira e ela disse que já te vinha trazer.Foram-se todos embora. Daí a pouco veio a enfermeira contigo: eras tão pequenino! Lindo!Passou um ano, parece que foi ontem.Parabéns meu pequenino."
(repost)
(repost)
5.11.2007
Olhó même fresquinho
Cat, só para ti:
"I'm a wonderful housekeeper, everytime I leave a man, I keep his house."
Zsa Zsa Gabor
(Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".)
"I'm a wonderful housekeeper, everytime I leave a man, I keep his house."
Zsa Zsa Gabor
(Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".)
Pensamento do dia
Não é preciso ser residente na Second Life para se viver virtualmente.
A net é uma coisa muito bonita e tal mas dá jeito de vez em quando espreitar e (a loucura) viver um bocadinho no mundo real.
(É sexta-feira e vou passar o fim de semana a casa de uma amiga, tralaralará)
A net é uma coisa muito bonita e tal mas dá jeito de vez em quando espreitar e (a loucura) viver um bocadinho no mundo real.
(É sexta-feira e vou passar o fim de semana a casa de uma amiga, tralaralará)
5.09.2007
Cenas domésticas
A vesti-lo depois do banho, em que está ele a mexer?
Pois, na pilinha, claro, o brinquedinho favorito dos 0 aos 99.
Mas mais, mexe no escroto (bela palavra, mas juro que não conheço outra) e, inspirada, pergunto-lhe se sabe o que é aquilo.
- A pilinha.
- Não, a pilinha é aqui, atrás da pilinha, vês, uma bolsinha que tem duas bolinhas lá dentro. Chamam-se testículos, mas podes chamar tintins ou outra coisa qualquer que quiseres (lindo, outra coisa qualquer). Sabes para que serve?
- Para fazer chichi.
- Não, isso é a pilinha, nessas bolinhas é onde estão guardados os espermatozoides. Um dia quando fores adulto e quiseres ter um bebé os espermatozoides vão juntar-se a um óvulo da tua mulher e formam o bebé. Depois ele cresce na barriga da mãe até ter tamanho suficiente para sair e nasce.
- Mãe, mas eu já sou adulto!
No dia seguinte, em repetição de cena pergunto-lhe se ainda se lembra o que está nas bolinhas.
- Sim, óvulos!
Ok, ok, talvez ainda seja cedo demais para certas coisas.
Pois, na pilinha, claro, o brinquedinho favorito dos 0 aos 99.
Mas mais, mexe no escroto (bela palavra, mas juro que não conheço outra) e, inspirada, pergunto-lhe se sabe o que é aquilo.
- A pilinha.
- Não, a pilinha é aqui, atrás da pilinha, vês, uma bolsinha que tem duas bolinhas lá dentro. Chamam-se testículos, mas podes chamar tintins ou outra coisa qualquer que quiseres (lindo, outra coisa qualquer). Sabes para que serve?
- Para fazer chichi.
- Não, isso é a pilinha, nessas bolinhas é onde estão guardados os espermatozoides. Um dia quando fores adulto e quiseres ter um bebé os espermatozoides vão juntar-se a um óvulo da tua mulher e formam o bebé. Depois ele cresce na barriga da mãe até ter tamanho suficiente para sair e nasce.
- Mãe, mas eu já sou adulto!
No dia seguinte, em repetição de cena pergunto-lhe se ainda se lembra o que está nas bolinhas.
- Sim, óvulos!
Ok, ok, talvez ainda seja cedo demais para certas coisas.
5.07.2007
E depois há
estes momentos, tão diferentes destes em que (quase) secretamente rebentamos de orgulho, como quando descobri que a minha filha, no 2º ano do primeiro ciclo lê porque lhe apetece (pronto são livros "Uma Aventura") e (o melhor de tudo), escreve porque lhe apetece.
Como diz uma amiga minha, minha rica filha!
Como diz uma amiga minha, minha rica filha!
Do dia da mãe (II)
Eu também não ajudo muito, se calhar.
Tive dois postais dela, um da escola e outro por auto-iniciativa, feito em casa.
O da escola: "Mãe, gosto muito de ti porque és muito querida, levas-me a mutos sítios divertidos. No teu dia tenho uma prenda para te dar! Muitos beijinhos da tua querida filha!!!!" (este foi revisto pela professora).
O de casa: "Desculpa mãe por tudo o que nós fazemos de mal. Eu sei que o desenho está muito feio mas foi o melhor que consegui! Bjs!" (desenho feito com tintas que aumentam de volume e são difíceis de usar).
Tive dois postais dela, um da escola e outro por auto-iniciativa, feito em casa.
O da escola: "Mãe, gosto muito de ti porque és muito querida, levas-me a mutos sítios divertidos. No teu dia tenho uma prenda para te dar! Muitos beijinhos da tua querida filha!!!!" (este foi revisto pela professora).
O de casa: "Desculpa mãe por tudo o que nós fazemos de mal. Eu sei que o desenho está muito feio mas foi o melhor que consegui! Bjs!" (desenho feito com tintas que aumentam de volume e são difíceis de usar).
Só para mim
os dias de semana são muito mais fáceis.
("quando chegar à minha escola vou tiar o meu cinto. Esta cadeeia é de homens, pois é mãe?")
("quando chegar à minha escola vou tiar o meu cinto. Esta cadeeia é de homens, pois é mãe?")
5.06.2007
Eles
Ele chegou a casa, 3 dias e meio depois de estar em casa do pai (o recorde de dias até hoje) e, não sei se por isso, se pelo que ouve na escola responde a tudo "não fui eu".
Deixa cair qualquer coisa, "não fui eu".
Dá-me um beliscão, "não fui eu".
A irmã faz um disparate, "não fui eu".
Um bocadinho irritante.
Ela parece querer desafiar todas as autoridades e leis existentes e, de preferência, ao mesmo tempo. Ridiculariza todos os que lhe passam à frente e a palavra que lhe sai mais vezes da boca é "estupidinho". Bate no irmão for fun, para não perder o jeito ou porque é contrariada. O mundo parece estar contra ela e ela responde-lhe na mesma moeda.
Deixa cair qualquer coisa, "não fui eu".
Dá-me um beliscão, "não fui eu".
A irmã faz um disparate, "não fui eu".
Um bocadinho irritante.
Ela parece querer desafiar todas as autoridades e leis existentes e, de preferência, ao mesmo tempo. Ridiculariza todos os que lhe passam à frente e a palavra que lhe sai mais vezes da boca é "estupidinho". Bate no irmão for fun, para não perder o jeito ou porque é contrariada. O mundo parece estar contra ela e ela responde-lhe na mesma moeda.
5.05.2007
5.03.2007
Do dia da mãe
Claro que chegou a minha vez, eu que não acho gracinha nenhuma a estes dias.
Ora vejamos, para mim ser mãe é:
Acordar várias vezes de noite durante três anos seguidos, mudar fraldas, consolar birras, perder a paciencia, receber beijinhos (e às vezes pontapés), dar beijinhos (e às vezes palmadas), gritar, rir, espantar, estar muito cansada e mesmo assim fazer sopa, ir ao supermercado 3 vezes por semana, ter os ouvidos cheios de gritos, estar cansada e mesmo assim ter que pegar em miudos ao colo, (isto não acaba e não vai caber numa pétala tão pequena).
Vendo bem, o meu filho não sabe ler, por isso melhor mesmo é fazer-lhe um desenho na pétala.
Ora vejamos, para mim ser mãe é:
Acordar várias vezes de noite durante três anos seguidos, mudar fraldas, consolar birras, perder a paciencia, receber beijinhos (e às vezes pontapés), dar beijinhos (e às vezes palmadas), gritar, rir, espantar, estar muito cansada e mesmo assim fazer sopa, ir ao supermercado 3 vezes por semana, ter os ouvidos cheios de gritos, estar cansada e mesmo assim ter que pegar em miudos ao colo, (isto não acaba e não vai caber numa pétala tão pequena).
Vendo bem, o meu filho não sabe ler, por isso melhor mesmo é fazer-lhe um desenho na pétala.
4.30.2007
Saudades
Estou sem eles uns dias, sozinha.
Apercebo-me agora que é a primeira vez. De todas as outras tive companhia quando ficava sem eles.
Deve ser por isso que a cabeça ainda não se desligou, ainda penso em ir vê-los às camas antes de me deitar, passo pelos quartos e espanto-me das camas estarem feitas e tudo arrumado.
Não, não é verdade que lhe chamo Zoe. Em pequena era Cuca, agora quando está longe e ao telefone, Princesa. O resto do tempo trato-a pelo nome e muitas vezes aos gritos, a ralhar. Que posso fazer se essa é a minha função, educá-la, e se o faço quase sempre sozinha?
A ele trato-o pelo nome, sempre. Também tinha diminutivo (Duda) mas nunca foi particularmente usado. Na verdade muitas vezes invento outros nomes para ele mas é duma forma tão inconsciente que nem me lembro agora quais são (a memória, pois).
É tão despachado que não parece precisar de mim para nada (a não ser para lhe comprar kraks, bolos e gelados, que pede inecessantemente) diz que é um homem e pronto, faz tudo sozinho, desde pôr o cinto no carro a vestir-se.
Embirra comigo porque a cadeira do carro é de bebés (não é, é banquinho, tem é costas) e que ele é um homem, quer cadeiras de homem.
Apercebo-me agora que é a primeira vez. De todas as outras tive companhia quando ficava sem eles.
Deve ser por isso que a cabeça ainda não se desligou, ainda penso em ir vê-los às camas antes de me deitar, passo pelos quartos e espanto-me das camas estarem feitas e tudo arrumado.
Não, não é verdade que lhe chamo Zoe. Em pequena era Cuca, agora quando está longe e ao telefone, Princesa. O resto do tempo trato-a pelo nome e muitas vezes aos gritos, a ralhar. Que posso fazer se essa é a minha função, educá-la, e se o faço quase sempre sozinha?
A ele trato-o pelo nome, sempre. Também tinha diminutivo (Duda) mas nunca foi particularmente usado. Na verdade muitas vezes invento outros nomes para ele mas é duma forma tão inconsciente que nem me lembro agora quais são (a memória, pois).
É tão despachado que não parece precisar de mim para nada (a não ser para lhe comprar kraks, bolos e gelados, que pede inecessantemente) diz que é um homem e pronto, faz tudo sozinho, desde pôr o cinto no carro a vestir-se.
Embirra comigo porque a cadeira do carro é de bebés (não é, é banquinho, tem é costas) e que ele é um homem, quer cadeiras de homem.
4.29.2007
Hoje, Parabéns
Mãe.
Um dia já fomos uma, agora duas, diferentes e que nem sempre se compreendem.
Um dia lembro-me de ser pequena e da Mãe me deitar todas as noites, dos nossos rituais (eram 3, lembra-se?) e de me dar sempre muitos, muitos beijinhos.
Um dia virámo-nos de lado uma para a outra e deixámos de nos entender de todo, agora recuperamos aos poucos desse dia.
Um dia a Mãe tornou-se minha amiga, confidente, sempre sem deixar de ser mãe.
Um dia a Mãe foi o meu apoio sem palavras e eu demorei a descobri-lo.
Parabéns.
Um dia já fomos uma, agora duas, diferentes e que nem sempre se compreendem.
Um dia lembro-me de ser pequena e da Mãe me deitar todas as noites, dos nossos rituais (eram 3, lembra-se?) e de me dar sempre muitos, muitos beijinhos.
Um dia virámo-nos de lado uma para a outra e deixámos de nos entender de todo, agora recuperamos aos poucos desse dia.
Um dia a Mãe tornou-se minha amiga, confidente, sempre sem deixar de ser mãe.
Um dia a Mãe foi o meu apoio sem palavras e eu demorei a descobri-lo.
Parabéns.
4.28.2007
Um bocadinho redutor, eu sei
A partir de certa altura passei só a ler blogs de amigos. Ou a só ser amiga de quem escreve blogs que leio?
4.27.2007
Da má memória
preciso de arranjar mnemónicas para tudo.
Quando me vou a ensaboar no banho nunca sei se já me ensaboei antes ou não (muitas serão certamente as vezes que me o faço 3, 4 vezes seguidas).
Será só a mim que isto me acontece?
Memória visual é tudo, para mim (olfactiva também um bocadinho).
Quando me vou a ensaboar no banho nunca sei se já me ensaboei antes ou não (muitas serão certamente as vezes que me o faço 3, 4 vezes seguidas).
Será só a mim que isto me acontece?
Memória visual é tudo, para mim (olfactiva também um bocadinho).
4.26.2007
Eu agora
gosto do Pedro Abrunhosa (não das músicas, claro).
É que passei por ele de carro e ele acenou à minha filha.
É que passei por ele de carro e ele acenou à minha filha.
4.24.2007
Uma fábula para hoje:
"Na margem de um grande rio estava, um dia, um sapo que se preparava para o atravessar.
Enquanto isso chegou um escorpião. Também este precisava chegar à outra margem, mas não podia fazê-lo porque os escorpiões não sabem nadar. Percebeu que o sapo era a única possibilidade de chegar ao outro lado e pediu-lhe para o ajudar a atravessar o rio:
-Deixa-me subir às tuas costas e transporta-me até a outra margem. És grande o suficiente e não te cansarás.
Mas o sapo, que bem conhecia o veneno do escorpião, respondeu:
- Nas minhas costas? Estás louco! Vais me picar e injectar o teu veneno e morrerei!
E o escorpião:
- Então, porque faria isso? Preciso de atravessar o rio. É do meu interesse que tu vivas.
Com este raciocínio conseguiu convencer o sapo, e subiu para as suas costas. O sapo entrou na água e começou a nadar, levando consigo o escorpião. Assim que chegaram ao meio do rio, no ponto onde era mais forte a corrente e maior o esforço do sapo, o escorpião levantou o rabo e enterrou o ferrão com toda força nas costas do sapo. Enquanto o veneno mortal se difundia no seu corpo, sentindo que a vida se esvaía, o sapo exclamou:
- Maldito desgraçado, Não vês o que fizeste? Ambos morreremos: eu envenenado e tu afogado! Por que fizeste isso?!
E o escorpião, já se a ponto de se afogar:
- Porque eu sou um escorpião e esta é minha natureza."
Enquanto isso chegou um escorpião. Também este precisava chegar à outra margem, mas não podia fazê-lo porque os escorpiões não sabem nadar. Percebeu que o sapo era a única possibilidade de chegar ao outro lado e pediu-lhe para o ajudar a atravessar o rio:
-Deixa-me subir às tuas costas e transporta-me até a outra margem. És grande o suficiente e não te cansarás.
Mas o sapo, que bem conhecia o veneno do escorpião, respondeu:
- Nas minhas costas? Estás louco! Vais me picar e injectar o teu veneno e morrerei!
E o escorpião:
- Então, porque faria isso? Preciso de atravessar o rio. É do meu interesse que tu vivas.
Com este raciocínio conseguiu convencer o sapo, e subiu para as suas costas. O sapo entrou na água e começou a nadar, levando consigo o escorpião. Assim que chegaram ao meio do rio, no ponto onde era mais forte a corrente e maior o esforço do sapo, o escorpião levantou o rabo e enterrou o ferrão com toda força nas costas do sapo. Enquanto o veneno mortal se difundia no seu corpo, sentindo que a vida se esvaía, o sapo exclamou:
- Maldito desgraçado, Não vês o que fizeste? Ambos morreremos: eu envenenado e tu afogado! Por que fizeste isso?!
E o escorpião, já se a ponto de se afogar:
- Porque eu sou um escorpião e esta é minha natureza."
4.22.2007
Cedo de manhã
entra na minha cama sorrateiro como um ladraozinho, deita-se ao meu lado a mexer no cabelo e a chuchar na chucha. Mesmo fazendo de fininho, acorda-me sempre e encho-o de beijinhos: "és meu."
Até há pouco tempo ria-se e respondia:
-não sou nada, sou do pai.
-meu meu meu, foi na minha barriga que cresceste antes de nascer, o meu sangue era o teu sangue e misturava-se, misturavamo-nos os dois, ninguém sabia onde eu começava e tu acabavas.
-sou do pai!
Agora já aprendeu:
-és meu. Meu, meu, meu.
-és minha. Minha minha minha.
Até há pouco tempo ria-se e respondia:
-não sou nada, sou do pai.
-meu meu meu, foi na minha barriga que cresceste antes de nascer, o meu sangue era o teu sangue e misturava-se, misturavamo-nos os dois, ninguém sabia onde eu começava e tu acabavas.
-sou do pai!
Agora já aprendeu:
-és meu. Meu, meu, meu.
-és minha. Minha minha minha.
4.21.2007
Esclarecimento
Do último post, quando disse que ía fazer uma pausa e escrever para dentro era literalmente isso que ía fazer (e faço). Não parei de escrever, parei foi de publicar o que escrevo aqui, deixo as palavras lá sossegadas nos drafts porque não tenho que incomodar as pessoas que se dão ao trabalho de me ler com os meus pequenos dramas pessoais.
Escreverei para fora quando o que tiver a dizer for mais positivo, seja de facto uma contribuição e não um desabafar contínuo de amarguras que foi o que nisto se tornou.
Porque as coisas são mesmo assim, acho que não vou demorar muito a voltar (fartinha de tristezas, também).
Escreverei para fora quando o que tiver a dizer for mais positivo, seja de facto uma contribuição e não um desabafar contínuo de amarguras que foi o que nisto se tornou.
Porque as coisas são mesmo assim, acho que não vou demorar muito a voltar (fartinha de tristezas, também).
4.09.2007
Em pausa
mais ou menos definitiva.
Porque agora só quero escrever para dentro (a ver se me encho de palavras).
Porque agora só quero escrever para dentro (a ver se me encho de palavras).
4.05.2007
Eu tinha um amigo
bom, esta não será a expressão correcta.
Eu pensava que tinha um amigo. Aqui há muitos anos uma pessoa que, por via das circustâncias, ainda se encontra casada comigo disse-me qualquer coisa como "Os homens não têm amigas".
E eu acreditei mais ou menos (porque essa era também a experiência de vida que tinha).
Depois um dia eu acreditava que tinha um amigo, sim ele já tinha passado essa barreira e voltado para trás, ele próprio não se definia como meu amigo, mas de alguma forma eu queria acreditar que aquilo não era verdade, que sim os homens também têm amigas e fiz uma coisa que me custa imenso a fazer, sobretudo com homens: confiei nele.
Claro que se veio o provar em três tempos que não era amigo coisa nenhuma e ainda para mais numa altura em que só isso me arrancou um bocado da alma. Isto o meu suposto amigo nunca vai saber o que é, para isso era preciso que ele um dia tivesse tido uma.
Eu pensava que tinha um amigo. Aqui há muitos anos uma pessoa que, por via das circustâncias, ainda se encontra casada comigo disse-me qualquer coisa como "Os homens não têm amigas".
E eu acreditei mais ou menos (porque essa era também a experiência de vida que tinha).
Depois um dia eu acreditava que tinha um amigo, sim ele já tinha passado essa barreira e voltado para trás, ele próprio não se definia como meu amigo, mas de alguma forma eu queria acreditar que aquilo não era verdade, que sim os homens também têm amigas e fiz uma coisa que me custa imenso a fazer, sobretudo com homens: confiei nele.
Claro que se veio o provar em três tempos que não era amigo coisa nenhuma e ainda para mais numa altura em que só isso me arrancou um bocado da alma. Isto o meu suposto amigo nunca vai saber o que é, para isso era preciso que ele um dia tivesse tido uma.
4.04.2007
4.03.2007
Olho o meu corpo (II)
Os nervos à flor da pele, cada vez mais. Não o aguento mais "maaaaaaaaae!", o dia todo, a meio da noite, às 7 da manhã, toda a manhã, tarde, choraminga para tudo, "mãaaaaaaaaaaaaaaae!", tapo os ouvidos para não o ouvir mais, não aguento, as mãos tremem-me, fui buscar os calmantes, martelo as teclas do computador, sou a única mãe que não quer ser chamada? Não quero ser. Não quero que seja o meu fim-de-semana. Não aguento, a exaustão, o choro constante, "mãaaaaaaaaaaae!".
Sinto a Catarina dentro de mim, a corda dela a apertar-me o pescoço, é verdade sim, ela e eu coincidimos várias vezes ao dia. "Mas tu és mais sólida", quem me dera acreditar nisso, Catarina. Todos os dias eu não sou sólida, liquefaço-me. Não há comprimidos que superem isto, os gritos por dentro, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Quero gritar o dia todo, chorar, liquefazer-me em lágrimas. Quero sim que o meu corpo desapareça, que se torne invisível. Não quero que ninguém me chame "mãaaaaaaaaaaae!" quando eu não estou com estrutura para o ser, desfiz-me disso há quase 1 ano, no dia 6 de Março "mãaaaaaaaaaaae!". Acabou-se tudo, tudo, tudo. Morri toda nesse dia, fiquei em fantasma, não tenho estrutura para me aguentar no mundo dos vivos. Não, Catarina, eu não sou mais sólida, é provável até que seja mais gasosa.
Preciso de ti, minha querida Rita, tanto, tanto, tanto.
Sinto a Catarina dentro de mim, a corda dela a apertar-me o pescoço, é verdade sim, ela e eu coincidimos várias vezes ao dia. "Mas tu és mais sólida", quem me dera acreditar nisso, Catarina. Todos os dias eu não sou sólida, liquefaço-me. Não há comprimidos que superem isto, os gritos por dentro, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. Quero gritar o dia todo, chorar, liquefazer-me em lágrimas. Quero sim que o meu corpo desapareça, que se torne invisível. Não quero que ninguém me chame "mãaaaaaaaaaaae!" quando eu não estou com estrutura para o ser, desfiz-me disso há quase 1 ano, no dia 6 de Março "mãaaaaaaaaaaae!". Acabou-se tudo, tudo, tudo. Morri toda nesse dia, fiquei em fantasma, não tenho estrutura para me aguentar no mundo dos vivos. Não, Catarina, eu não sou mais sólida, é provável até que seja mais gasosa.
Preciso de ti, minha querida Rita, tanto, tanto, tanto.
Go with the flow
Eu tenho uma amiga que remata quase todas as conversas com esta bela frase "go with the flow". Sempre que a oiço dizer isto, embora entenda bem o que ela quer dizer, penso que se está a tentar convencer de alguma coisa, que aquilo é dito para ela, que no fundo se trata de autoconvencimento. "Go with the flow". E quê? Deixar passar tudo ao lado? Não mexer uma palha? Não se maçar com nada do que se passa à volta, não ligar?
Não só me é imposível viver assim como não vejo nisso quaquer espécie de interesse.
Eu gosto muito, muito desta minha amiga, mas não quero nunca "Go with the flow". Prefiro ser responsável pelas minhas tristezas, alegrias, mas sem dúvida, não ter arrependimentos por ter ido com a maré. De a ter (à maré) a controlar a minha vida e o meu destino. Arrisco-me mais? Sem dúvida? Sofro mais? É provável. Vivo mais (ou com maior intensidade)? Ah pois é.
Fartinha de estar estacionada estou eu.
Não só me é imposível viver assim como não vejo nisso quaquer espécie de interesse.
Eu gosto muito, muito desta minha amiga, mas não quero nunca "Go with the flow". Prefiro ser responsável pelas minhas tristezas, alegrias, mas sem dúvida, não ter arrependimentos por ter ido com a maré. De a ter (à maré) a controlar a minha vida e o meu destino. Arrisco-me mais? Sem dúvida? Sofro mais? É provável. Vivo mais (ou com maior intensidade)? Ah pois é.
Fartinha de estar estacionada estou eu.
4.02.2007
Às vezes tenho pena
Deixo passar aqui tantas coisas deles sem registar.
A minha miúda fez ontem 8 anos, veio da colónia e eu falhei miseravelmente não indo lá buscá-la (e até tinha feito um bolo especial para levar). A minha vida pessoal a intrometer-se na vida dos meus filhos como eu achava que nunca ía permitir.
Enfim, espero poder compensá-la de alguma maneira, as coisas estão complicadas este ano para todos, e espero também que ela compreenda isso.
Sei que está a crescer depressa demais, contigências da vida, das coisas como se têm passado. Mesmo ele deixou de ser um bebé para querer (e na maioria das vezes conseguir) fazer sozinho tudo o que lhe apetece.
Nada disto me aborrece minimamente, gosto que eles amadureçam rápido, não me assusta a velocidade com que a vida vai passando, eu própria gosto de caminhar a um passo acelerado.
Só não gosto quando me deixo assim falhar.
A minha miúda fez ontem 8 anos, veio da colónia e eu falhei miseravelmente não indo lá buscá-la (e até tinha feito um bolo especial para levar). A minha vida pessoal a intrometer-se na vida dos meus filhos como eu achava que nunca ía permitir.
Enfim, espero poder compensá-la de alguma maneira, as coisas estão complicadas este ano para todos, e espero também que ela compreenda isso.
Sei que está a crescer depressa demais, contigências da vida, das coisas como se têm passado. Mesmo ele deixou de ser um bebé para querer (e na maioria das vezes conseguir) fazer sozinho tudo o que lhe apetece.
Nada disto me aborrece minimamente, gosto que eles amadureçam rápido, não me assusta a velocidade com que a vida vai passando, eu própria gosto de caminhar a um passo acelerado.
Só não gosto quando me deixo assim falhar.
3.31.2007
Memória recente
Aqui há algum tempo, antes dos comprimidos-milagrosos-que-curam-tudo-nem-que-seja-ficando-a-dormir-durante-dois-dias-sem-parar, o meu truque para afastar fantasmas, memórias que me faziam cair num buraco cada vez mais profundo, era, à miníma ponta do lençol do fantasma, entoar uma música que tinha o condão de me esvaziar o cérebro doutros pensamentos.
Essa música aí ao lado, a preferida da minha miuda, seria perfeita para isso.
Essa música aí ao lado, a preferida da minha miuda, seria perfeita para isso.
3.30.2007
De todos
os defeitos que se possam ter, e se eu estou carregadinha deles, de todos aquele que não entendo, não perdoo e me é completamente incompreenssível é a cobardia. Ainda para mais porque é indisfarçável, porque é demasiado obvio mesmo quando escondido sob capas e capas de outra coisa qualquer.
Sou só eu?
Sou só eu?
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