10.31.2007
Descubro
a lista dos 100 maiores génios vivos, via Casa na Praia. Vou tentar esquecer que quem publicou a lista se gaba de serem os seus compatriotas britânicos os que figuram em maior numero na lista, quando a empresa de consultadoria que emitiu a lista o fez baseado num inquérito enviado a...britânicos (duuuuh). Para além deste facto, não entendo porque está o Tarantino em último lugar (abaixo do Paul MacCartney!) e porque aparece a J.K. Rowlings tão em baixo na lista, em 83º (abaixo do Paul MacCartney!) e o Chomski tão acima, em 32º (acima do Paul MacCartney!).
10.30.2007
Descobri
este blog.
Vejo-o dedicado ao Boris Vian e ao seu livro "A espuma dos dias". Li o livro há uns anos, detestei-o.
No entanto gosto muitíssimo do título. É poético e traz reminiscências, os dias desfazem-se, descompletam-se, aí está um dia inteirinho à nossa frente quando acordamos, mesmo à espera de ser arrastado, repleto de fomes e sonos, terá mais ou menos conversas dentro dele, estas serão pouco, muito ou qualquer coisa interessantes. Em cada dia aprenderemos algo, raros serão aqueles em que não aprendemos nada. Ganharemos qualquer coisa, perderemos outras, em alguns dias ficaremos no break-even, noutros gastaremos mais do que aquilo que ganhámos.
Mas do livro, para além de ser completamente esquerdista, de tentar passar da maneira mais dissimulada ideias básicas do comunismo, é todo ele um non-sense pegado. E não tenho nada contra o non-sense, se for bem escrito mas no caso pura e simplesmente não resulta.
Fala demasiado em ratos o que, para uma pessoa como eu que imagina tudo visualmente ao mais pequeno detalhe e tem absoluto nojo destes animais, não é agradável.
Para além disso tive que o ler obrigatoriamente para um trabalho de Arquitectura de Interiores, no qual tinha que desenhar a casa do Colin (ou como alguns colegas meus lhe chamaram, a casa dos ratos). E a casa do Colin mudou de configuração umas 10 vezes ao longo do livro.
Coisa fácil, portanto. É possível fazer um bom trabalho quando se odeia o objecto que o define?
Vejo-o dedicado ao Boris Vian e ao seu livro "A espuma dos dias". Li o livro há uns anos, detestei-o.
No entanto gosto muitíssimo do título. É poético e traz reminiscências, os dias desfazem-se, descompletam-se, aí está um dia inteirinho à nossa frente quando acordamos, mesmo à espera de ser arrastado, repleto de fomes e sonos, terá mais ou menos conversas dentro dele, estas serão pouco, muito ou qualquer coisa interessantes. Em cada dia aprenderemos algo, raros serão aqueles em que não aprendemos nada. Ganharemos qualquer coisa, perderemos outras, em alguns dias ficaremos no break-even, noutros gastaremos mais do que aquilo que ganhámos.
Mas do livro, para além de ser completamente esquerdista, de tentar passar da maneira mais dissimulada ideias básicas do comunismo, é todo ele um non-sense pegado. E não tenho nada contra o non-sense, se for bem escrito mas no caso pura e simplesmente não resulta.
Fala demasiado em ratos o que, para uma pessoa como eu que imagina tudo visualmente ao mais pequeno detalhe e tem absoluto nojo destes animais, não é agradável.
Para além disso tive que o ler obrigatoriamente para um trabalho de Arquitectura de Interiores, no qual tinha que desenhar a casa do Colin (ou como alguns colegas meus lhe chamaram, a casa dos ratos). E a casa do Colin mudou de configuração umas 10 vezes ao longo do livro.
Coisa fácil, portanto. É possível fazer um bom trabalho quando se odeia o objecto que o define?
10.29.2007
Pergunta-me uma amiga:
"Qual é a tua vocação?".
O tipo de pergunta que não faço a mínima ideia como responder.
Vou ao Priberam:
Vocação: do Lat. vocatione
s. f.,
acto de chamar;
inclinação ou propensão natural para um estado ou profissão;
predestinação;
escolha, talento.
Um amigo meu vai para padre porque, nas suas palavras, a sua vocação não era casar e ter filhos.
Eu acho que a minha também não é, e no entanto fi-lo. Sem convicção, é um facto, aconteceu. Na minha vida as coisas acontecem e eu reajo-lhes. Sem planear grande coisa (talvez por isso depois nada corra lá assim muito bem).
Este meu amigo, a partir do momento em que decidiu ser padre, largou as rédeas da decisão e entregou-se nas mãos de Deus e da sua Ordem. A isto chamam "voto de obediência". Nem é um voto, parece-me cada vez mais um privilégio, não ter que decidir absolutamente nada. Ficamos livres de falhar.
Não é minha vocação viver uma vida consagrada, também. A minha fé, embora existente, não está a esse nível nem de perto, sou demasiado cínica.
Se calhar não tenho é vocação nenhuma.
O tipo de pergunta que não faço a mínima ideia como responder.
Vou ao Priberam:
Vocação: do Lat. vocatione
s. f.,
acto de chamar;
inclinação ou propensão natural para um estado ou profissão;
predestinação;
escolha, talento.
Um amigo meu vai para padre porque, nas suas palavras, a sua vocação não era casar e ter filhos.
Eu acho que a minha também não é, e no entanto fi-lo. Sem convicção, é um facto, aconteceu. Na minha vida as coisas acontecem e eu reajo-lhes. Sem planear grande coisa (talvez por isso depois nada corra lá assim muito bem).
Este meu amigo, a partir do momento em que decidiu ser padre, largou as rédeas da decisão e entregou-se nas mãos de Deus e da sua Ordem. A isto chamam "voto de obediência". Nem é um voto, parece-me cada vez mais um privilégio, não ter que decidir absolutamente nada. Ficamos livres de falhar.
Não é minha vocação viver uma vida consagrada, também. A minha fé, embora existente, não está a esse nível nem de perto, sou demasiado cínica.
Se calhar não tenho é vocação nenhuma.
10.28.2007
Ainda mais frustrante
Ter visto o "Fiel jardineiro" todo e adormecer quase no final, sem perceber como acaba o filme. E claro que posso ir alugá-lo, mas só para ver os 10mns do fim parece-me estúpido.
Frustrante é
acordar às 9 e 11 de Domingo, feliz da vida porque o miúdo não me obrigou a acordar antes do nascer do sol num fim de semana, e descobrir que afinal são só 8 e 11.
10.27.2007
Orientações II
Li algures num blog de lésbicas algo semelhante a "irrita-me imenso que as mulheres heterossexuais digam que se vão voltar para as mulheres quando as coisas correm mal com os homens. Isso é assumir que nós somos mais fáceis, que estamos de mais disponíveis do que eles".
Realmente, pensando minimamente na coisa até é espantoso é como mulheres conseguem ter relações amorosas com outras mulheres, complicadinhas como somos.
Como será no início da relação, ambas a fazerem-se de difíceis e com joguinhos uma para a outra, que se conseguem encontrar no meio deste caminho?
Como será, se ambas sofrerem TPM e a data de ambas coincidir? Matam-se uma à outra?
Como será a comunicação entre ambas, sempre cheia de meias palavras e de "nunca sabes o que eu quero" mas em estéreo, de uma para a outra e da outra para a primeira de novo?
Terá as suas vantagens, claro.
As duas quererem ir às compras e poderem trocar peças de roupa entre si (a tal coisa do roupeiro duplicado).
Ambas terem um sex-drive semelhante e não serem tão incompatíveis como a maior parte dos casais ao fim de uns anos.
Não terem necessidade de contracepção.
Bom mesmo era poder aproveitar as vantagens de ambas as opções (que são de facto tudo menos opcionais), nem que fosse em períodos alternados. Mas claro que aí teríamos que levar com as desvantagens de ambas...
post dedicado à Sem-se-ver e à Arlindinha (saudades).
Realmente, pensando minimamente na coisa até é espantoso é como mulheres conseguem ter relações amorosas com outras mulheres, complicadinhas como somos.
Como será no início da relação, ambas a fazerem-se de difíceis e com joguinhos uma para a outra, que se conseguem encontrar no meio deste caminho?
Como será, se ambas sofrerem TPM e a data de ambas coincidir? Matam-se uma à outra?
Como será a comunicação entre ambas, sempre cheia de meias palavras e de "nunca sabes o que eu quero" mas em estéreo, de uma para a outra e da outra para a primeira de novo?
Terá as suas vantagens, claro.
As duas quererem ir às compras e poderem trocar peças de roupa entre si (a tal coisa do roupeiro duplicado).
Ambas terem um sex-drive semelhante e não serem tão incompatíveis como a maior parte dos casais ao fim de uns anos.
Não terem necessidade de contracepção.
Bom mesmo era poder aproveitar as vantagens de ambas as opções (que são de facto tudo menos opcionais), nem que fosse em períodos alternados. Mas claro que aí teríamos que levar com as desvantagens de ambas...
post dedicado à Sem-se-ver e à Arlindinha (saudades).
10.26.2007
Hum
Vejamos, quando escrevi "ninguém lhes pega" não me estava a referir a todos os solteiros, apenas aos que tenho a infelicidade de conhecer. Não poderia acreditar nisso ou então entrava já para as Clarissas (e que bem se deve estar lá) sem passar pela casa da partida.
Ainda tenho uma espécie de fé cega em que o mercado, não sendo abundante, não se extinguiu por completo. Claro que a maioria deles são "damaged goods" mas mais pela reacção (são solteiros logo é porque não querem ser doutra forma) do que pela acção em si (serem solteiros).
Ah, e há mesmo mulheres que são parvas, é óbvio.
Ainda tenho uma espécie de fé cega em que o mercado, não sendo abundante, não se extinguiu por completo. Claro que a maioria deles são "damaged goods" mas mais pela reacção (são solteiros logo é porque não querem ser doutra forma) do que pela acção em si (serem solteiros).
Ah, e há mesmo mulheres que são parvas, é óbvio.
A
minha escola
é a 58ª no ranking do JN, a 43ª no da SIC.
Se não achasse isto tudo uma treta, até poderiam ser argumentos para explicar a minha superioridade intelectual, fisíca, moral. É pena.
é a 58ª no ranking do JN, a 43ª no da SIC.
Se não achasse isto tudo uma treta, até poderiam ser argumentos para explicar a minha superioridade intelectual, fisíca, moral. É pena.
10.25.2007
Sem pachorra para variar
10.24.2007
Ah, mas agora
é que já não concordo Vieira, de todo.
Não posso garantir, mas desconfio assim com muita força que meninos com mães assim crescem uns pequenos monstros de egocentrismo e perfeccionismo, muitíssimo mal preparados para viver no mundo real, adultos tremendamente desajustados que nunca disseram uma mentira aos pais, nunca fugiram para ir sair à noite, nunca namoraram às escondidas nem apanharam uma bebedeira.
Não posso garantir, mas desconfio assim com muita força que meninos com mães assim crescem uns pequenos monstros de egocentrismo e perfeccionismo, muitíssimo mal preparados para viver no mundo real, adultos tremendamente desajustados que nunca disseram uma mentira aos pais, nunca fugiram para ir sair à noite, nunca namoraram às escondidas nem apanharam uma bebedeira.
10.23.2007
Tenho um sinal
dentro do olho (na íris). Tenho outro no mesmo olho, naquela parte de baixo onde a pálpebra bate quando o olho fecha (tem algum nome específico, esta parte do olho?). Tenho sinais nas partes mais inusitadas o corpo: dentro do umbigo, nas palmas das mãos, nas plantas dos pés, no couro cabeludo.
Quando mostrei ao meu ex marido (ainda éramos casados na altura) o meu sinal na íris, respondeu-me qualquer coisa como Isso é perfeito para o engate, viravas-te para alguém e "queres ver o meu sinal no interior do olho?".
Isto sim era um verdadeiro sinal.
Quando mostrei ao meu ex marido (ainda éramos casados na altura) o meu sinal na íris, respondeu-me qualquer coisa como Isso é perfeito para o engate, viravas-te para alguém e "queres ver o meu sinal no interior do olho?".
Isto sim era um verdadeiro sinal.
10.22.2007
Tem
a certeza Pedro?
Porque eu só vou conhecendo é homens casados, de vez em quando um ou outro solteiro mas daqueles que só o são porque ninguém lhes pega.
Por isso, imagine, para mim, a célula básica da sociedade continua a ser o casamento. E ainda bem, porque não me vejo nada a formar o tecido social massivo.
Porque eu só vou conhecendo é homens casados, de vez em quando um ou outro solteiro mas daqueles que só o são porque ninguém lhes pega.
Por isso, imagine, para mim, a célula básica da sociedade continua a ser o casamento. E ainda bem, porque não me vejo nada a formar o tecido social massivo.
10.21.2007
Gosto
da expressão "realismo mágico".
Gosto do blog a Arte de Ler.
Gosto (muito) do Gabriel Garcia Marques.
Melhor só se descobrisse o que raio significa "realismo mágico".
Gosto do blog a Arte de Ler.
Gosto (muito) do Gabriel Garcia Marques.
Melhor só se descobrisse o que raio significa "realismo mágico".
Eu devo ser uma pessoa muito desinteressante
Dos pesadelos recorrentes que tenho há anos, desde a infância, o único de que me lembro é de perder os sapatos e andar descalça e aflita à procura deles.
A variante agora é encontrá-los no fim do sonho.
A variante agora é encontrá-los no fim do sonho.
10.20.2007
Das diferenças que são, afinal, iguais
Num documentário que vi há uns tempos, um homem tinha ataques, uma espécie de convulsões que surgiram após um traumatismo craniano. Durante esses ataques, ele tinha visões, coisas religiosas, ouvia Deus falar com ele, experienciava sensações de fé muito fortes, coisas assim.
Foram feitos testes e conseguiram por fim determinar a área do cérebro dele que era afectada durante os ataques. Essa área foi identificada como sendo responsável pelo sentido de religiosidade, pela adoração e fé.
Facções crentes disseram que, por fim, essa era a prova que Deus existia: criara-nos com essa área activa para que tomássemos consciência da Sua presença.
Descrentes afirmaram que isso era a prova da inexistência de Deus: era apenas uma área do cérebro que, ao tornar-se mais ou menos activa, criava a ilusão da fé.
Foram feitos testes e conseguiram por fim determinar a área do cérebro dele que era afectada durante os ataques. Essa área foi identificada como sendo responsável pelo sentido de religiosidade, pela adoração e fé.
Facções crentes disseram que, por fim, essa era a prova que Deus existia: criara-nos com essa área activa para que tomássemos consciência da Sua presença.
Descrentes afirmaram que isso era a prova da inexistência de Deus: era apenas uma área do cérebro que, ao tornar-se mais ou menos activa, criava a ilusão da fé.
Da escrita aqui
quando criei a Clara foi como se quisesse apenas mostrar o meu lado mais luminoso (agora entendo porque escolhi este nome). Um tempo depois fui, noutro blog, uma outra autora com uma escrita mais obscura.
Calo-me aqui quando sinto que a escrita está a resvalar para o lado mais depressivo, mas claro está que escrevo noutro lado.
Vou criando alter-egos aleatoriamente, tenho já uns 5 ou 6, não sei se convivem alegremente dentro de mim, se me vão tornando progressivamente mais esquizofrénica.
Calo-me aqui quando sinto que a escrita está a resvalar para o lado mais depressivo, mas claro está que escrevo noutro lado.
Vou criando alter-egos aleatoriamente, tenho já uns 5 ou 6, não sei se convivem alegremente dentro de mim, se me vão tornando progressivamente mais esquizofrénica.
Só para avisar
as várias pessoas que vieram aqui dar em buscas no google por "seduzir uma mulher numa discoteca" que não dou workshops sobre o assunto, foi actividade à qual nunca me dediquei (seduzir uma mulher numa discoteca) e, não podendo jurar a pés juntos, tenho a forte impressão que nunca me vou dedicar à causa.
É admirável que alguém procure guidelines destas no google.
É admirável que alguém procure guidelines destas no google.
10.10.2007
Esfoliação*
Enquanto estou neste processo, pauso aqui. É provável que arranque indevidamente algumas camadas, paciência, é essencial fazê-lo por agora.
*do Lat. exfoliare,
separar, por esfoliação, a casca ou pele;
descamar.
*do Lat. exfoliare,
separar, por esfoliação, a casca ou pele;
descamar.
10.08.2007
Cada vez mais
passo tempo a dar razão aos outros, o que deve significar que a vou perdendo cada vez mais (ou ganhando, nem sei bem).
Sim, Leão, tinha razão, a vida é maravilhosa e essas coisas todas.
Ou sou eu que estou num buraco tão fundo que já só me rio, assim como assim chorar não ia servir de nada.
Sim, Leão, tinha razão, a vida é maravilhosa e essas coisas todas.
Ou sou eu que estou num buraco tão fundo que já só me rio, assim como assim chorar não ia servir de nada.
10.07.2007
Mais um repost
isto não é falta de imaginação, é mais andar em círculos sem parar.
"é a dor dos músculos retesados pelos gritos calados, pela raiva surda que faz zumbir os pensamentos. É querer desatar a correr sem parar nunca, sem querer saber em que direcção, até os músculos aguentarem sem colapsarem.
É apenas não querer estar aqui (nem em lado nenhum no fundo), não querer saber de nada, de ninguém, de nunca.
É não querer ser, esperar, ficar, agir, correr, parar, dormir, acordar. É no fundo não querer nada a não ser que isto passe e, já agora, depressinha sim?"
"é a dor dos músculos retesados pelos gritos calados, pela raiva surda que faz zumbir os pensamentos. É querer desatar a correr sem parar nunca, sem querer saber em que direcção, até os músculos aguentarem sem colapsarem.
É apenas não querer estar aqui (nem em lado nenhum no fundo), não querer saber de nada, de ninguém, de nunca.
É não querer ser, esperar, ficar, agir, correr, parar, dormir, acordar. É no fundo não querer nada a não ser que isto passe e, já agora, depressinha sim?"
10.06.2007
No feriado
fui à Estufa Fria ver isto.
Sábado vejo-me obrigada ao IKEA (ter só 3 cadeiras em casa não faz maravilhas pela nossa vida social, é um facto).
O ratio de pessoas giras por metro quadrado entre as duas coisas é perfeitamente desproporcionado. A mesma coisa posso dizer se comparar a World Press Photo com qualquer ida ao supermercado e até mesmo a coisa-um-bocadinho-medíocre-do-Berardo com qualquer praia da Linha num fim-de-semana de Verão. Tenho meditado um bocadinho nisto e a conclusão que retiro é: a cultura embeleza. Com um bocado de sorte é capaz de emagrecer também.
Esqueçam as plásticas, as dietas, a maquilhagem.
Esqueçam o Colombo, o Lux ao fim-de-semana, a Fnac, as sessões de cinema da meia-noite.
Querem ver homens giros? Enfiem-se dentro de um museu.
Sábado vejo-me obrigada ao IKEA (ter só 3 cadeiras em casa não faz maravilhas pela nossa vida social, é um facto).
O ratio de pessoas giras por metro quadrado entre as duas coisas é perfeitamente desproporcionado. A mesma coisa posso dizer se comparar a World Press Photo com qualquer ida ao supermercado e até mesmo a coisa-um-bocadinho-medíocre-do-Berardo com qualquer praia da Linha num fim-de-semana de Verão. Tenho meditado um bocadinho nisto e a conclusão que retiro é: a cultura embeleza. Com um bocado de sorte é capaz de emagrecer também.
Esqueçam as plásticas, as dietas, a maquilhagem.
Esqueçam o Colombo, o Lux ao fim-de-semana, a Fnac, as sessões de cinema da meia-noite.
Querem ver homens giros? Enfiem-se dentro de um museu.
10.05.2007
Posso repostar?
posso, afinal esta coisa é minha (plo menos até alguém a flagar).
"Em alguns raros momentos de (i)lucidez passa-me pela cabeça que os homens, coitados, têm mesmo uma vida de duras tarefas. Para além de terem que se mostrar uns aos outros extremamente machos, saber de cor o nome de uns 30 ou mais jogadores de futebol (sendo que alguns, oriundos de países longínquos são bem difíceis de pronunciar, quanto mais de decorar), gabarem-se de conquistas (o que na maioria das vezes os obriga a esforços notórios de imaginação e auto-convencimento), manterem tesão mesmo quando estão cheios de problemas (ou alcool), e ainda terem que, para conquistar uma mulher, conseguir manter uma conversa com espécimens femininos que na maioria das vezes lhes demonstra o maior dos desprezos (ainda que fingido e fazendo parte do jogo).
Ao pé disto, as depilações a cera quente umas vezes ao ano e os cremes espalhados duas vezes por dia na cara para manter a pele "jovem" parecem brincadeira de criança.
Uma das coisas mais injustas para eles são os piropos: a maioria das mulheres gosta de receber piropos mas não sob a forma de tiradas pirosas do tipo "magoaste-te muito quando caíste do céu?" e outras que tais, já ouvidas e reouvidas.
Os únicos piropos aceitáveis são aqueles que nunca ouvimos antes ou seja, podemos fingir que acreditamos que aquele foi mesmo inventado para nós e não papagueado 300 vezes antes (e mesmo assim muitas vezes vamos torcer o nariz e fingir que ignoramos, it's all part of the game).
O último que ouvi assim (homens aprendam que eu não duro sempre) foi numa discoteca apinhada, horas avançadas da noite, já no momento do engate puro e duro, um puto com uns bons 10 anos a menos do que eu: "Tens planos para os próximos 20 anos?".
Ainda rendeu umas boas gargalhadas, especialmente no dia seguinte ao fazer a revisão da noite (claro que a ele não lhe rendeu grande coisa).
E ainda teve sorte de só levar com as gargalhadas, porque a resposta da minha miúda pré-pré-pré-pré adolescente seria, segundo ela, "Sim, ser avó, por exemplo!"."
"Em alguns raros momentos de (i)lucidez passa-me pela cabeça que os homens, coitados, têm mesmo uma vida de duras tarefas. Para além de terem que se mostrar uns aos outros extremamente machos, saber de cor o nome de uns 30 ou mais jogadores de futebol (sendo que alguns, oriundos de países longínquos são bem difíceis de pronunciar, quanto mais de decorar), gabarem-se de conquistas (o que na maioria das vezes os obriga a esforços notórios de imaginação e auto-convencimento), manterem tesão mesmo quando estão cheios de problemas (ou alcool), e ainda terem que, para conquistar uma mulher, conseguir manter uma conversa com espécimens femininos que na maioria das vezes lhes demonstra o maior dos desprezos (ainda que fingido e fazendo parte do jogo).
Ao pé disto, as depilações a cera quente umas vezes ao ano e os cremes espalhados duas vezes por dia na cara para manter a pele "jovem" parecem brincadeira de criança.
Uma das coisas mais injustas para eles são os piropos: a maioria das mulheres gosta de receber piropos mas não sob a forma de tiradas pirosas do tipo "magoaste-te muito quando caíste do céu?" e outras que tais, já ouvidas e reouvidas.
Os únicos piropos aceitáveis são aqueles que nunca ouvimos antes ou seja, podemos fingir que acreditamos que aquele foi mesmo inventado para nós e não papagueado 300 vezes antes (e mesmo assim muitas vezes vamos torcer o nariz e fingir que ignoramos, it's all part of the game).
O último que ouvi assim (homens aprendam que eu não duro sempre) foi numa discoteca apinhada, horas avançadas da noite, já no momento do engate puro e duro, um puto com uns bons 10 anos a menos do que eu: "Tens planos para os próximos 20 anos?".
Ainda rendeu umas boas gargalhadas, especialmente no dia seguinte ao fazer a revisão da noite (claro que a ele não lhe rendeu grande coisa).
E ainda teve sorte de só levar com as gargalhadas, porque a resposta da minha miúda pré-pré-pré-pré adolescente seria, segundo ela, "Sim, ser avó, por exemplo!"."
10.04.2007
Hoje descobri
que o padre da minha paróquia tem o sugestivo nome "Cónego José Traquina".
Não sei muito bem o que pensar disto.
Não sei muito bem o que pensar disto.
A ver se me faço entender melhor
o que eu queria dizer era que, se já quando não há dúvidas as coisas correm tão mal tantas vezes, quando as há então é quase fatal. Não só porque todas as dúvidas têm razão de existir (mesmo sem fundamento) mas porque causam sempre uma espécie de envenenamento daquilo com o qual se relacionam.
Infelizmente a maioria dos erros não os conseguimos evitar com a experiência dos outros (era tão bom que assim fosse).
Infelizmente a maioria dos erros não os conseguimos evitar com a experiência dos outros (era tão bom que assim fosse).
10.03.2007
Na Pública
desta semana (porque raio leio sempre as revistas e os jornais com atraso?), magnífica reportagem sobre o parque da Gorongosa, com testemunhos directos da minha amiga (que faz lá voluntariado).
Instinto
segundo Darwin, seremos os herdeiros daqueles que se reproduziram mais, ou seja daqueles que acreditaram que não poderiam viver sozinhos e precisavam de uma alma gémea para se completarem. Pesada carga genética carregamos em nós e tão visível é, bastando olhar em volta. A maioria das relações que vejo não passam de duas solidões juntas (o que não deixa de ser uma razão legítima) mas mais tarde ou mais cedo isso fica mesmo patente a olho nu.
10.01.2007
Às vezes penso que se escrever
sem parar sobre qualquer coisa que não me apetece carregar comigo ela eventualmente se soltará, como uma dor gritada, passa a doer menos, como uma dor chorada.
Outras vezes parece que não.
Outras vezes parece que não.
Ainda não,
afinal.
Eu que não acredito no destino só gostaria de poder inverter esse minuto em que fui. Poderia ter ido noutro dia qualquer, noutra hora, mas não, tinha que ter ido nessa.
Eu que não acredito em destino só queria mudar esse pequeno, ínfimo pormenor.
Agora pondero ir para aqui, para fugir à questão. Sabendo o que isso pode significar. Que a paz tem que ter um custo alto, sim, ou não será verdadeiramente paz.
Eu que não acredito no destino só gostaria de poder inverter esse minuto em que fui. Poderia ter ido noutro dia qualquer, noutra hora, mas não, tinha que ter ido nessa.
Eu que não acredito em destino só queria mudar esse pequeno, ínfimo pormenor.
Agora pondero ir para aqui, para fugir à questão. Sabendo o que isso pode significar. Que a paz tem que ter um custo alto, sim, ou não será verdadeiramente paz.
9.30.2007
A propósito do post anterior,
lembrei-me de uma história da qual não me lembrava há anos, a da minha filiação na JS.
Teria os meus 15 anos quando um amigo meu, filiado na JS, concorrendo à presidência da Associação de Estudantes do nosso liceu, me pediu, entre as muitas assinaturas que ía pedindo dia-a-dia: "assina aí para a lista, sff". Estupidamente assinei, como sempre fazia, e qual não é o meu espanto (horror e vómito) quando passado uns dias ou semanas recebo em casa um cartão da JS com, imagine-se, o meu nome inscrito.
Meia passada com a coisa andei uns tempos atrás desse meu amigo para que tratasse da situação e ele a evitar-me.
Um dia encontra-me à saída da Mexicana e dá-me um sermão, não tinha gostado da carta que eu tinha enviado ao António José Seguro (na altura o presidente da Jota Esse) explicando os métodos de recrutamento pouco ortodoxos dos seus partidários e exigindo o meu desvinculamento imediato da coisa. Ao que parece o presidente ter-lhe-ia dado uma enorme descompustura e talvez ele tenha visto o seu futuro partidário a ir por água abaixo.
Virei-lhe costas com um singelo "rapaz, depois de andar 3 meses a pedir-te que tratasses da situação e sem obter resultados, era isso ou uma carta para a tua mãe".
Hoje em dia seria piada, a forma como na altura o meu pânico estava intimamente ligado a que um dia pudesse querer fazer carreira na política e ter algures estado associada ao PS.
Ou talvez não tenha assim tanta piada se considerar que a Teresa Caeiro foi nomeada Secretária de Estado da Defesa (cargo que acabou por não exercer) por ser filha e neta de oficiais de marinha.
Ora eu, sendo filha, neta, bisneta, sobrinha-neta e trisneta de oficiais das forças armadas teria potencial para chegar a ministra, quiçá não fosse a cartinha ao António José Seguro.
Teria os meus 15 anos quando um amigo meu, filiado na JS, concorrendo à presidência da Associação de Estudantes do nosso liceu, me pediu, entre as muitas assinaturas que ía pedindo dia-a-dia: "assina aí para a lista, sff". Estupidamente assinei, como sempre fazia, e qual não é o meu espanto (horror e vómito) quando passado uns dias ou semanas recebo em casa um cartão da JS com, imagine-se, o meu nome inscrito.
Meia passada com a coisa andei uns tempos atrás desse meu amigo para que tratasse da situação e ele a evitar-me.
Um dia encontra-me à saída da Mexicana e dá-me um sermão, não tinha gostado da carta que eu tinha enviado ao António José Seguro (na altura o presidente da Jota Esse) explicando os métodos de recrutamento pouco ortodoxos dos seus partidários e exigindo o meu desvinculamento imediato da coisa. Ao que parece o presidente ter-lhe-ia dado uma enorme descompustura e talvez ele tenha visto o seu futuro partidário a ir por água abaixo.
Virei-lhe costas com um singelo "rapaz, depois de andar 3 meses a pedir-te que tratasses da situação e sem obter resultados, era isso ou uma carta para a tua mãe".
Hoje em dia seria piada, a forma como na altura o meu pânico estava intimamente ligado a que um dia pudesse querer fazer carreira na política e ter algures estado associada ao PS.
Ou talvez não tenha assim tanta piada se considerar que a Teresa Caeiro foi nomeada Secretária de Estado da Defesa (cargo que acabou por não exercer) por ser filha e neta de oficiais de marinha.
Ora eu, sendo filha, neta, bisneta, sobrinha-neta e trisneta de oficiais das forças armadas teria potencial para chegar a ministra, quiçá não fosse a cartinha ao António José Seguro.
9.29.2007
Sulista eltista
fico feliz por não me ter filiado nesse partido quando, há 16 anos atrás, me enfiavam diariamente propostas de filiação debaixo do nariz. Poupo-me ao trabalho de me desfiliar hoje.
(obviamente não será apenas por o senhor ser do Norte).
(obviamente não será apenas por o senhor ser do Norte).
9.28.2007
Numa loja de chineses,
esse metaverso onde se encontra tudo o que não é preciso e nunca se encontra o que precisamos (a minha irmã uma vez comprou uns dados de peluche para o carro do namorado), vasculhando à procura de sacos de pano necessários para a escola dele (necessidade que seria facilmente suprida não fosse a minha proverbial falta de talento para a costura), descubro um objecto absolutamente extraordinário: uma capa para a máquina de lavar. Será para não terem frio? Já estará patenteado?
Ah sim
também acho. Chamar àquilo sentido de Estado (é assim, é com as duas maíusculas, com as duas minúsculas?) é um exagero, quanto muito seria sense of self (não tem tradução em português, tem?)
Ao homem da minha vida
Eu sei que daqui a uns tempos não me vou lembrar nem de metade disto. Dos teus dedos a enrolarem o cabelo enquanto chuchas. Dos teus beijos, muitos, tantos ("eu pumeto que agora vai ser sem língua, mãe").
Eu sei que não falta muito para entrecortares as nossas conversas com muitos dahhs, para achares que a mãe é velha ("a mãe não é vela, é nova") e uma seca e que talvez nessas alturas eu também já tenha esquecido o cheiro dos teus cabelos na minha cara, do calor dos teus braços no meu pescoço quando te pego ao colo ("ai, não aguento, tou cansado").
Eu sei que algum dia, não muito distante, não quererás que eu te leve à escola, que te vá buscar ou mesmo passear comigo na rua ("mãe, eu quero ficar contigo sempe, sempe") e espero conseguir recordar-me que algures ao longo do nosso tempo as coisas foram muito diferentes.
Eu sei que haverão discussões entre nós em que nos esqueceremos de todas estas coisas ("mãe, eu adóu-te, a ti e à mana") e que estes tempos, do difícil que são fisicamente, vão parecer tempos maravilhosos e cor de rosa e em que era tão fácil lidar contigo.
No meio da minha péssima, fraquíssima memória, espero pelo menos lembrar-me de onde guardei estes textos (se me lembrar algum dia de o fazer)
Eu sei que não falta muito para entrecortares as nossas conversas com muitos dahhs, para achares que a mãe é velha ("a mãe não é vela, é nova") e uma seca e que talvez nessas alturas eu também já tenha esquecido o cheiro dos teus cabelos na minha cara, do calor dos teus braços no meu pescoço quando te pego ao colo ("ai, não aguento, tou cansado").
Eu sei que algum dia, não muito distante, não quererás que eu te leve à escola, que te vá buscar ou mesmo passear comigo na rua ("mãe, eu quero ficar contigo sempe, sempe") e espero conseguir recordar-me que algures ao longo do nosso tempo as coisas foram muito diferentes.
Eu sei que haverão discussões entre nós em que nos esqueceremos de todas estas coisas ("mãe, eu adóu-te, a ti e à mana") e que estes tempos, do difícil que são fisicamente, vão parecer tempos maravilhosos e cor de rosa e em que era tão fácil lidar contigo.
No meio da minha péssima, fraquíssima memória, espero pelo menos lembrar-me de onde guardei estes textos (se me lembrar algum dia de o fazer)
9.27.2007
Ah, mas Lisboa

é outra cidade tão e tão diferente.
Muito, muito boa a revista. Os cronistas são tão pragmáticos que poderiam mesmo escrever neste blog.
Prémio virtual a quem adivinhar o nome da ovelha.
faltas
ou de como o tempo consegue dourar até as coisas mais obscuras.
Há umas duas semanas que não vou à praia (seria impensável lá) e hoje fiquei com vontade de comer uma francesinha no Capa Negra (coisa que, em 3 anos no Porto fiz umas duas vezes, mas enfim).
Há umas duas semanas que não vou à praia (seria impensável lá) e hoje fiquei com vontade de comer uma francesinha no Capa Negra (coisa que, em 3 anos no Porto fiz umas duas vezes, mas enfim).
9.26.2007
Hoje
almocei com uma amiga. Gostei muito.
Porque as amizades afinem-se (de afinidade) e depois afinam-se, com o tempo.
Claro que (como sempre) falei demais e deixei falar de menos.
Para a próxima estarei melhorada, prometo.
Porque as amizades afinem-se (de afinidade) e depois afinam-se, com o tempo.
Claro que (como sempre) falei demais e deixei falar de menos.
Para a próxima estarei melhorada, prometo.
Fé
Nem era tanto assim, já desconfiava.
Que tudo passa, como uma onda (mesmo aquelas grandes, os tsunamis, também eles passam e acabam numa espuminha que vem morrer aos nossos pés). O tempo faz com que todas as memórias se esbatam em tons pasteis, eu nunca gostei de tons pasteis, de coisas mornas a morrer aos nossos pés. Aquilo que contigo aprendi, porém, era isso que gostava de guardar em mim, a paz, a calma, a memória do que nunca poderíamos ter (nunca vou saber se quererias ter, e parece-me mesmo que nem tu saberás) e do que isso provocou em mim nesses dias em que escrevi o texto.
E nem mesmo isso sei se consigo. As coisas à minha volta, palavras, pessoas, imagens, tudo isso me afasta dessa sensação por muito que me esforce para a guardar. A normalidade, por oposição à santidade é sempre um apelo demasiado forte. Ou sou eu tão demasiado normal, real, carnal que não me consigo aproximar dessa sensação do que por mais do que uns momentos.
Que tudo passa, como uma onda (mesmo aquelas grandes, os tsunamis, também eles passam e acabam numa espuminha que vem morrer aos nossos pés). O tempo faz com que todas as memórias se esbatam em tons pasteis, eu nunca gostei de tons pasteis, de coisas mornas a morrer aos nossos pés. Aquilo que contigo aprendi, porém, era isso que gostava de guardar em mim, a paz, a calma, a memória do que nunca poderíamos ter (nunca vou saber se quererias ter, e parece-me mesmo que nem tu saberás) e do que isso provocou em mim nesses dias em que escrevi o texto.
E nem mesmo isso sei se consigo. As coisas à minha volta, palavras, pessoas, imagens, tudo isso me afasta dessa sensação por muito que me esforce para a guardar. A normalidade, por oposição à santidade é sempre um apelo demasiado forte. Ou sou eu tão demasiado normal, real, carnal que não me consigo aproximar dessa sensação do que por mais do que uns momentos.
Originalidade
vou ser a única blogger portuguesa a não fazer um post sobre o Weeds esta semana (ou este já se pode considerar?)
A propósito (de nada) tenho google reader e bloglines e nunca, mas nunca coincidem no numero de feeds. E onde é que esconderam o botão "mark all read" no google?
A propósito (de nada) tenho google reader e bloglines e nunca, mas nunca coincidem no numero de feeds. E onde é que esconderam o botão "mark all read" no google?
9.25.2007
Comer
uma pastilha sem açúcar é um bocado como ouvir uma piada seca, a única sensação que transmite é o sabor a fracasso.
Note to self:
treinar um "que bom!" verdadeiramente entusiástico para quando alguém me anunciar a sua primeira gravidez. O sorriso amarelo e o "nem imaginas no que te vais meter" entredentes não causam nos outros uma boa impressão minha.
Não sei o que faça
Detesto o you tube. Não publico coisas dessas, não as abro nos blogs dos outros, aquilo irrita-me, não consigo ter paciência para ver um inteiro, os tempos de carregamento da coisa desesperam-me.
Nisto sinto-me completamente só na blogosfera, duvido que alguém partilhe desta minha incapacidade.
Nisto sinto-me completamente só na blogosfera, duvido que alguém partilhe desta minha incapacidade.
9.24.2007
Sono
enxoto-o como às moscas num almoço de verão. A lembrar-me das moscas num almoço de há pouco tempo, o calor, moscas às dezenas e de repente todas a poisarem num peixe meio abandonado, quase propositadamente depositado para ser o chamariz das moscas, de fartos que estávamos das enxotar.
O meu sono, não faço ideia de quantas horas ou minutos dormidos a menos porque há muito que não tenho relógios em casa, enxoto-o diariamente, perseverantemente, desde que acordo até que me deito e sem grande sucesso. É feito das noites sucessivas de vómitos dos meus filhos, das muitas chamadas nocturnas, dos muitos acordares sucessivos, das muitas manhãs de fim de semana a acordar cedo.
Incomoda-me, distrai-me, abstrai-me, domina-me, como as moscas meias zonzas em cima do peixe (ali deixado para ser mordido por elas) e não só não consigo formular um pensamento em condições como também não escrevo nada de jeito.
Perdoem-me então, é do sono.
O meu sono, não faço ideia de quantas horas ou minutos dormidos a menos porque há muito que não tenho relógios em casa, enxoto-o diariamente, perseverantemente, desde que acordo até que me deito e sem grande sucesso. É feito das noites sucessivas de vómitos dos meus filhos, das muitas chamadas nocturnas, dos muitos acordares sucessivos, das muitas manhãs de fim de semana a acordar cedo.
Incomoda-me, distrai-me, abstrai-me, domina-me, como as moscas meias zonzas em cima do peixe (ali deixado para ser mordido por elas) e não só não consigo formular um pensamento em condições como também não escrevo nada de jeito.
Perdoem-me então, é do sono.
Nós
-Mas quantos carros tem?
-São uns 5.
-Quem deu esses carros todos?
-Foi a avó M., eu quia aquela pista, então negociámos.
-São uns 5.
-Quem deu esses carros todos?
-Foi a avó M., eu quia aquela pista, então negociámos.
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