9.08.2008

Escrevo agora sem vontade



Salvador Dalí, The Persistence of Memory. 1931.

quase por obrigação, há dias assim. As palavras estão-me engasgadas, quase me sufocam, mas parecem não querer tomar a forma certa de um texto, de qualquer coisa legível.
Passei a semana anterior num estado sobre-humano, sem fome, sem sono, sem cansaço. O absurdo sob a forma de uma receita médica e, parecendo perfeito, viver sem necessidades, é completamente desprovido de sentido, de humanidade.
O meu blog fez dois anos na sexta e nem dei por isso. Sou pouco dada a datas e comemorações, mas por alguma razão elas ficam-me gravadas e perseguem-me quase só quando não as quero lembrar.
Por isso o fim de semana passou por mim sem dar por ele, apanhei um escaldão na praia porque não me lembrei que o tempo passava, falhei uma festa porque não me apercebi que perdia qualquer coisa (desculpa).
Do tempo que passou, não recupero o que perdi.

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