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5.14.2007

Hoje:

3 anos de ti.

3 anos a ver-te crescer todos os dias.

3 anos a acordar de noite, a ter os ouvidos cheios de birras, a dar-te colo sempre (tão pesado e preguiçoso para andar), a ter que atender os teus pedidos inecessantes.

3 anos a ver-te rir quase sempre, a ouvir-te dizer coisas giras, a sentir-te (quase sempre) feliz, a receber beijos e abraços teus.

Parabéns, querido.

5.09.2007

Cenas domésticas

A vesti-lo depois do banho, em que está ele a mexer?
Pois, na pilinha, claro, o brinquedinho favorito dos 0 aos 99.

Mas mais, mexe no escroto (bela palavra, mas juro que não conheço outra) e, inspirada, pergunto-lhe se sabe o que é aquilo.

- A pilinha.
- Não, a pilinha é aqui, atrás da pilinha, vês, uma bolsinha que tem duas bolinhas lá dentro. Chamam-se testículos, mas podes chamar tintins ou outra coisa qualquer que quiseres (lindo, outra coisa qualquer). Sabes para que serve?
- Para fazer chichi.
- Não, isso é a pilinha, nessas bolinhas é onde estão guardados os espermatozoides. Um dia quando fores adulto e quiseres ter um bebé os espermatozoides vão juntar-se a um óvulo da tua mulher e formam o bebé. Depois ele cresce na barriga da mãe até ter tamanho suficiente para sair e nasce.
- Mãe, mas eu já sou adulto!

No dia seguinte, em repetição de cena pergunto-lhe se ainda se lembra o que está nas bolinhas.
- Sim, óvulos!

Ok, ok, talvez ainda seja cedo demais para certas coisas.

4.22.2007

Cedo de manhã

entra na minha cama sorrateiro como um ladraozinho, deita-se ao meu lado a mexer no cabelo e a chuchar na chucha. Mesmo fazendo de fininho, acorda-me sempre e encho-o de beijinhos: "és meu."

Até há pouco tempo ria-se e respondia:

-não sou nada, sou do pai.
-meu meu meu, foi na minha barriga que cresceste antes de nascer, o meu sangue era o teu sangue e misturava-se, misturavamo-nos os dois, ninguém sabia onde eu começava e tu acabavas.
-sou do pai!

Agora já aprendeu:

-és meu. Meu, meu, meu.
-és minha. Minha minha minha.

3.25.2007

Deito-o

e dou-lhe muitos beijinhos:
"gosto muito, muito, muito, muito, muito, muito de ti".

E ele "mãe, gosto muito, muito, muito, muito pouco de ti".

3.14.2007

A dois meses dos 3 anos

Desde o início do mês que anda na creche. A adaptação foi fácil, mérito dele, mérito da escola. Chorou umas duas vezes e pronto, nada de grandes dramas.
Ontem quando o fui buscar disse-me:

mãe, desculpa.

desculpa porquê, meu querido?

porque eu não gostava da escola.

mas agora já gosta, não é?

gosto, e tenho amigos.

Apesar de tudo, é um miúdo fácil.

pessoas com extremo bom gosto