preciso de arranjar mnemónicas para tudo.
Quando me vou a ensaboar no banho nunca sei se já me ensaboei antes ou não (muitas serão certamente as vezes que me o faço 3, 4 vezes seguidas).
Será só a mim que isto me acontece?
Memória visual é tudo, para mim (olfactiva também um bocadinho).
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4.27.2007
3.30.2007
A vida a voltar ao normal
Depois de meses sem conseguir dormir mais do que 2 horas seguidas, a evitar a custo cafés e estimulantes, a acordar a meio da noite, a meio da manhã, a adormecer antes do jantar, a dormir no sofá para não ter que ir para a cama.
A tomar comprimidos a meio da noite e da manhã, finalmente parece que caí em mim. Consigo dormir a noite inteira. Tenho sono quando me acordam de manhã, tinha saudades de ter sono.
Parece estúpido, saudades de ter sono quando todos se queixam que não dormem o suficiente, mas experimentem passar por meses de insónias a ver como é.
(Miguel C., gostas mais deste? Sempre é mais positivo,não?)
A tomar comprimidos a meio da noite e da manhã, finalmente parece que caí em mim. Consigo dormir a noite inteira. Tenho sono quando me acordam de manhã, tinha saudades de ter sono.
Parece estúpido, saudades de ter sono quando todos se queixam que não dormem o suficiente, mas experimentem passar por meses de insónias a ver como é.
(Miguel C., gostas mais deste? Sempre é mais positivo,não?)
3.25.2007
Eu
que nem sou dessas pessoas que diz "nunca" a quase nada.
Que ponho tudo em causa mesmo as minha opções e opiniões futuras consegui quebrar o único "nunca" que pronuncio à boca cheia.
(Arrependida e não volto a fazer, ou espero não tornar).
Que ponho tudo em causa mesmo as minha opções e opiniões futuras consegui quebrar o único "nunca" que pronuncio à boca cheia.
(Arrependida e não volto a fazer, ou espero não tornar).
3.22.2007
Pequeno aviso
qualquer coisa, pessoa ou animal que ousar intrometer-se no meu caminho (mais ou menos errado) será impiedosamente chutado a uma velocidade supersónica.
Temos pena, mas por agora será assim.
Temos pena, mas por agora será assim.
3.21.2007
Tinha este post em draft há 5 meses e hoje, de falta de inspiração, enfio-o aqui já sem grande sentido
Olho em retrospectiva para a minha vida
e não me arrependo de nada. Demorei muito a chegar aqui, uma vida, três décadas.
Parece conversa "não me arrependo de nada", mas é mesmo assim. Vejo a minha vida (todas as vidas) como um percurso. Eu escolhi um percurso erróneo, armadilhado. Não tenho essa esperteza inata de fazer as opções certas logo à partida, preciso de errar muitas vezes (ou pelo menos uma vez) para perceber que aquela não foi a escolha certa.
Comecei por escolher o caminho que me parecia mais brilhante. Todos os outros me pareciam baços, aborrecidos. Depois, está claro, comecei a cair nas armadilhas, uns buracos mais ou menos fundos de onde me erguia a pulso. De cada vez que chegava ao topo, talvez fosse da luz do sol a bater noutros caminhos, talvez fosse da posição agachada de quem se ergue duma cova literalmente a pulso, parecia ver outros caminhos e pensava "talvez se...", mas pareciam-me demasiado longínquos, os outros. O cansaço da subida à força de braços e de pernas não me deixava fôlego para voltar tudo atrás, para pensar noutros caminhos.
Assim se passaram anos. Do cansaço, das armadilhas que ainda surgiam , o caminho tinha já perdido todo o seu brilho, e as armadilhas (de obvias que já se tinham tornado) não faziam grande mossa, bastava um pulinho para as contornar. Era demasiado evidente a existencia de outros caminhos, mas ainda assim sentia que era nesse caminho que me devia manter, como se por fatalidade de ter errado no caminho agora tivesse que pagar o erro fazendo o percurso até ao fim. Claro que isto era apenas uma grande estupidez, cobardia, falta de confiança.
Até que por fim, tendo uma dessas armadilhas mais bem disfaçadas me deitado por terra num buraco sem vista para o topo, depois da costumeira escalada a pulso, olho para o caminho do costume e ele já lá nem está, desabou sob o peso de todos aqueles buracos de armadilha, desfez-se em nada e, olhando para trás, também pouco se vê.
Por fim vejo outros caminhos, menos brilhantes e definidos, ainda a uma distância considerável. Sei perfeitamente que sou capaz de a percorrer, depois de ter conseguido escalar todos aqueles buracos de armadilha, qualquer percurso parece uma brincadeira. E sei que vou lá chegar, mais dia menos dia, a esse caminho que é o mais certo.
e não me arrependo de nada. Demorei muito a chegar aqui, uma vida, três décadas.
Parece conversa "não me arrependo de nada", mas é mesmo assim. Vejo a minha vida (todas as vidas) como um percurso. Eu escolhi um percurso erróneo, armadilhado. Não tenho essa esperteza inata de fazer as opções certas logo à partida, preciso de errar muitas vezes (ou pelo menos uma vez) para perceber que aquela não foi a escolha certa.
Comecei por escolher o caminho que me parecia mais brilhante. Todos os outros me pareciam baços, aborrecidos. Depois, está claro, comecei a cair nas armadilhas, uns buracos mais ou menos fundos de onde me erguia a pulso. De cada vez que chegava ao topo, talvez fosse da luz do sol a bater noutros caminhos, talvez fosse da posição agachada de quem se ergue duma cova literalmente a pulso, parecia ver outros caminhos e pensava "talvez se...", mas pareciam-me demasiado longínquos, os outros. O cansaço da subida à força de braços e de pernas não me deixava fôlego para voltar tudo atrás, para pensar noutros caminhos.
Assim se passaram anos. Do cansaço, das armadilhas que ainda surgiam , o caminho tinha já perdido todo o seu brilho, e as armadilhas (de obvias que já se tinham tornado) não faziam grande mossa, bastava um pulinho para as contornar. Era demasiado evidente a existencia de outros caminhos, mas ainda assim sentia que era nesse caminho que me devia manter, como se por fatalidade de ter errado no caminho agora tivesse que pagar o erro fazendo o percurso até ao fim. Claro que isto era apenas uma grande estupidez, cobardia, falta de confiança.
Até que por fim, tendo uma dessas armadilhas mais bem disfaçadas me deitado por terra num buraco sem vista para o topo, depois da costumeira escalada a pulso, olho para o caminho do costume e ele já lá nem está, desabou sob o peso de todos aqueles buracos de armadilha, desfez-se em nada e, olhando para trás, também pouco se vê.
Por fim vejo outros caminhos, menos brilhantes e definidos, ainda a uma distância considerável. Sei perfeitamente que sou capaz de a percorrer, depois de ter conseguido escalar todos aqueles buracos de armadilha, qualquer percurso parece uma brincadeira. E sei que vou lá chegar, mais dia menos dia, a esse caminho que é o mais certo.
3.19.2007
3.16.2007
Depois de andar
a chatear toda a gente com a história do "não há opções perfeitas e sempre que escolhemos qualquer coisa perdemos algo e ganhamos algo", incluíndo os miudos já que nunca é cedo demais para aprender estas preciosas lições sobre a imperfeição da vida, eis que me debato entre os efeitos secundários dos medicamentos e tenho que escolher entre o mal estar físico ou mental.
Ai, é tão reconfortante quando os moralismos nos batem na cara assim sem aviso prévio...
Ai, é tão reconfortante quando os moralismos nos batem na cara assim sem aviso prévio...
3.09.2007
3.06.2007
Hoje faz 1 ano
Uma pessoa vai a caminhar descansadinha. Não tem bem a certeza de estar no caminho certo (tem aliás, muitas dúvidas que o seja), mas vai em frente, chutando umas pedras que lhe vão aparecendo mais ou menos no meio do caminho. Continua duvidando desse trilho, mas enxota as dúvidas como moscas incómodas de Verão, afinal parece não haver outro melhor e à falta de melhor, melhor será ficar por esse mesmo, enxotando as dúvidas como gotas de chuva incómodas na gola do casaco.
Andando em frente sem olhar muito para trás e de repente, ao mínimo descuído aí estava ele, um pedragulho de 2 metros que aparece assim, sem avisar. Íamos perdendo um pé debaixo dessa pedra enorme e ficou lá ainda uma poça de sangue. A dor é imensa, vamo-nos esvair parece, mas afinal não. Arrancamos a custo o pé (a poça de sangue coagulado ainda lá está) e fazemos um curativo, assim um bocado mal feito. Vai-se curar, sabemos.
Mas agora é impossivel seguir por esse caminho de novo. Não só por causa da pedra (e da poça de sangue, que nojo), porque essa até conseguiríamos contornar. É que por causa dela descobrimos que aquele caminho não é definitivamente o nosso. Não queremos caminhos onde possam cair pedras assim do meio do nada e arrancar-nos partes do corpo.
Foi há 1 ano. Faz hoje um ano que percorro outro(s) caminho(s). E quase agradeço a essa pedra, por hedionda que tenha sido, me ter mostrado que é possível fazê-lo (e sobreviver).
Andando em frente sem olhar muito para trás e de repente, ao mínimo descuído aí estava ele, um pedragulho de 2 metros que aparece assim, sem avisar. Íamos perdendo um pé debaixo dessa pedra enorme e ficou lá ainda uma poça de sangue. A dor é imensa, vamo-nos esvair parece, mas afinal não. Arrancamos a custo o pé (a poça de sangue coagulado ainda lá está) e fazemos um curativo, assim um bocado mal feito. Vai-se curar, sabemos.
Mas agora é impossivel seguir por esse caminho de novo. Não só por causa da pedra (e da poça de sangue, que nojo), porque essa até conseguiríamos contornar. É que por causa dela descobrimos que aquele caminho não é definitivamente o nosso. Não queremos caminhos onde possam cair pedras assim do meio do nada e arrancar-nos partes do corpo.
Foi há 1 ano. Faz hoje um ano que percorro outro(s) caminho(s). E quase agradeço a essa pedra, por hedionda que tenha sido, me ter mostrado que é possível fazê-lo (e sobreviver).
3.02.2007
A vida começa muito cedo
agora. Lá pelas 2, 3 da manhã. Depois dá umas tréguas até às 6 e meia. Às 7 acabou-se, às 8 já estou a receber sms (ao engano, claro).
Habituei-me a (não) dormir aos bochechos e pergunto-me se algum dia conseguirei dormir uma noite inteira de sono com sonhos (nem sonhos consigo ter no meio dos bochechos).
Tudo isto sem um café durante o dia (estão-me proibidos os cafés).
A noite e o dia misturam-se sem contornos muito definidos, não admira que não consiga produzir absolutamente nada, com a cabeça neste estado.
Habituei-me a (não) dormir aos bochechos e pergunto-me se algum dia conseguirei dormir uma noite inteira de sono com sonhos (nem sonhos consigo ter no meio dos bochechos).
Tudo isto sem um café durante o dia (estão-me proibidos os cafés).
A noite e o dia misturam-se sem contornos muito definidos, não admira que não consiga produzir absolutamente nada, com a cabeça neste estado.
2.28.2007
Lei de Lavoisier
"Na natureza nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma".
É por isso que na manhã seguinte a uma discussão onde o termo "litigioso" surgiu vezes demais, a minha casa está mais aspirada do que nunca.
E descubro, debaixo da cama da minha filha, que ela tem 20 pares de sapatos.
É por isso que na manhã seguinte a uma discussão onde o termo "litigioso" surgiu vezes demais, a minha casa está mais aspirada do que nunca.
E descubro, debaixo da cama da minha filha, que ela tem 20 pares de sapatos.
2.27.2007
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