2.02.2009

Mais uma vez

a Vieira escreveu tão bem aquilo que eu não consegui porque:

1. Não tenho propriamente a mesma capacidade de expressão escrita.
2. Como estava toda a gente tão maravilhada com o filme, assumi que a culpa era minha, ter achado aquilo muito fraquinho e desprovido de significado, o que demonstra bem o quão em baixo anda a minha autoestima (e possivelmente até com razão para tal).

Já várias vezes tinha reparado que o sexo nos filmes de Woody Allen costuma ser mau e tardio, acho que já devo ter visto todos os filmes dele e chego sempre à conclusão que aquilo mete muitas palavras, que os preliminares são sempre duas personagens sentadas num café ou num restaurante e um a virar-se para o outro, no mesmo tom com que diria "tenho de ir ali à frutaria, queres vir?", diz "e se fossemos para a cama", a coisa não dá pica e perpetua (ou talvez seja até culpado pela instituição do mito) o mito do "sexo intelectual", mau e tardio como nos filmes do Woody Allen. Mas isto não passa de uma teoria minha, que praticamente nada sei sobre intelectuais. E talvez ainda menos sobre sexo.

1 comment:

dualitate said...

Pessoalmente gostei do filme.
E eu nem gosto muito do Woody Allen.
Achei que independentemente dos estereótipos vulgaríssimos das duas figuras principais femininas do filme, a premissa de "o que procuramos?" e a conclusão "não interessa muito porque nunca estamos satisfeitos e a bem ver não sabemos mesmo nada daquilo que queremos" (estou a ironizar, mas...) muito bem retratada no filme. Sem falsos pudores, nem finais felizes.
O filme encheu-me as medidas por isso. E pelo Javier também... apesar de não ser bem o meu estilo, aquela conversa dele no filme é tão gasta que nunca me levaria a nada. Demasiado intelectual sem dúvida. O sexo não é intelectual, nem o amor, no máximo é a atracção...

Ah enfim, isto dava para uma grande conversa =)

Beijo doce

Espiral

pessoas com extremo bom gosto