2.15.2007

Ontem, hoje

deixar tudo em autogestão e fugir para longe. Ainda que o longe seja um longe relativo, dentro desse novelo sem pontas.

Ontem, hoje, ser ultrapassada pela vida, pelo sono, pelo excesso, pela falta, pelos comprimidos.

Deixar tudo cair à volta propositadamente e sentar-me devagar à espera do estrondo que, seguramente, virá.

4 comments:

claudia said...

"Deixar tudo cair à volta propositadamente e sentar-me devagar à espera do estrondo que, seguramente, virá."

Gostei dessa. Acho até que deviamos fazer um movimento que se chame exactamente:"Deixar tudo cair à volta propositadamente e sentar-me devagar à espera do estrondo que, seguramente, virá."

Eu assino!!

Varanda said...

Abandono... Será que o tempo parou?

Margarida Atheling said...

Às vezes é mesmo preciso fazer isso!
Mas...

Bjs

Catarina Campos said...

Às vezes não vem estrondo nenhum. O perigo de uma pessoa se sentar devagar à espera é que fica ali sentada e não acontece nada.

pessoas com extremo bom gosto