1.20.2008

Vi um pouco do final



de um filme que gosto muito, "Cat on a hot thin roof". Numa das cenas, Maggie, a personagem interpretada pela Liz Taylor apanha chuva e fica mesmo encharcada até as ossos, sobe as escadas e quando as desce (no momento imediatamente a seguir) já vem completamente seca, bem penteada e com a maquilhagem perfeita. Esta magia do cinema mais antigo pode parecer absurda hoje em dia, mas eu acho que faz todo o sentido. Se podemos ter a Liz linda de morrer e absolutamente arranjada, porque haveríamos de a preferir encharcada e com a maquilhagem a escorrer pela cara abaixo? Se é um filme, porque não há-de se assumir como tal, com cenários falsos, personagens falsas de penteados perfeitos? Estou segura que a maioria das pessoas que vê um filme sabe bem que aquilo não se passou realmente. Porque temos que ter as imperfeições também aplicadas ao cinema? Isso seria o mesmo de uma campanha publicitária sem truques de photoshop.

6 comments:

Margarida Atheling said...

Visto sob esse prisma, tens razão!
Na verdade, até acho que é essa mesma magia que as pessoas procuram no cinema. Caso contrário, ia ser uma correria às bilheteiras para verem documentários...

Bjs

said...

Humm, concordo contigo. Nem me parece ser isso tão pouco que põe em causa o valor artístico e/ou técnico do filme.

Mas o que eu queria dizer é que essa tua consideração me parece digna de um argumento do "SL" ;)

antídoto said...

Que giro que era vê-las acordar depois de uma noite de amor, com cada cabelinho no sítio certo, maquilhagem impecável, nem uma ruga nos lençóis...

Bons velhos tempos :)

Clara said...

Do SL? Não te metas nisso, Zé, aquilo é um perigo.

m said...

comprado domingo. num saldo...está na pilha de novidades cá de casa. a seu tempo dir-te-ei

irmazinha crominha de cinema said...

Por mil e uma razões que eu não te vou explicar aqui, mas posso-te facultar algumas fotocópias sobre o assunto. Ou então, procura "André Bazin" no Google.

pessoas com extremo bom gosto