7.10.2007

Que a família não se escolhe,

já se sabe. É uma questão de sorte, azar ou lá o que seja.
Mas ainda me faz muita confusão porque é que no meio de tantos genes partilhados, de um meio comum, de uma educação semelhante podemos darmos-nos tão mal com algumas pessoas da nossa família.
Parte da razão para isto poderá ter algo a ver com essa cerimónia que fazemos com os amigos e que perdemos totalmente com algumas pessoas da nossa família mais próxima.
A pessoa com quem melhor me dou não partilha genes comigo, tem uma maneira de ser quase oposta à minha e no entanto pensamos quase da mesma forma.
A pessoa com quem pior me dou partilha todos os seus genes comigo, tem um feitio não muito diferente do meu mas pensamos de forma totalmente oposta.

Vai ser um longo Verão.

4 comments:

patricia said...

A "família" quer o melhor para nós, tal como os nossos amigos. O problema é que a família pensa que tem o direito de tentar comandar a nossa vida, já os amigos sabem que não.
Eu penso que talvez seja uma questão de impor limites. Há coisas que se devem dizer, há outras que se devem guardar. Eu demorei muito tempo a convencer os meus pais que existem sentimentos e opiniões que mais vale guardarem para eles. Que há alturas em que o melhor que eles têm a fazer é "ouvir e calar".
Mas foi difícil

Clara said...

Estás a falar de pais, mas eu não.
Bjs

patricia said...

Falei de pais porque foi com quem tive de travar umas guerras. Todos os outros, irmão, primos e tios, sempre souberam até onde podiam ir. Só os meus pais tentavam ultrapassar os limites. E como também eles têm uma maneira muito diferente da minha de ver "as coisas", os meus interesses entravam em colisão com os deles. E daí as discussões.

Leão da Lezíria said...

Lotes baratos, na Lezíria...

pessoas com extremo bom gosto