11.15.2007

¡¿Por qué no te callas?!*

Aqui há uns tempos uma amiga apareceu no Expresso. No sábado disse-lhe "amanhã vou buscá-lo (ao Expresso)", ao que ela me respondeu, naturalmente, "amanhã já não há".
O que não lhe expliquei foi que ia buscá-lo a casa do meu avô porque o meu sistema de leitura das revistas que acompanham os jornais (jornais não consigo ler, têm uma escrita pouco estética e sujam os dedos) é andar a recolhê-los pelas casas por onde passo, especialmente na dos meus pais e avós. Posso justificar-me melhor, na verdade se tenho pouco tempo para ler, esse tempo aplico-o a ler livros e vou sabendo meia dúzia de coisas do estado do mundo pelos blogs e revistas que recolho (é por isso também que estou sempre atrasada a ler os suplementos).
Agora que já fiz figura da pessoa mais inculta da blogosfera, posso dizer que eu (32 anos) ainda me dou ao trabalho de discutir política com o meu avô (89 anos) e que ele não saindo do quarto há mais de um ano ainda me ganha com facilidade (cada vez me enterro mais).
Na verdade quero muito perguntar-lhe o que pensou ele desta declaração do rei Juan Carlos, sei que nutre um especial desprezo pelo personagem, não só por ser um republicano convicto mas principalmente porque o responsabiliza por um acidente de cavalo que levou a minha avó ao hospital durante uma montada (caçada a cavalo) em que participavam. O rei teria uns 9 ou 10 anos na altura.
Talvez já lhe tenha perdoado agora. Ou então ainda o despreza mais (com o meu avô nunca se sabe).

*(ou eu não posso ser a única a não fazer um post sobre isto).

7 comments:

Margarida Atheling said...

Minha querida, eu que, como sabes, não sou repúblicana (mas sou muito democrática e aflige-me a confusão que se faz quando se tende a associar monarquia a ditadura, e república a democracia - até porque a história e a actualidade mundial levariam mais a fazer a associação contrária) era capaz de jurar que devo partilhar da opinião do teu avô em relação a esse senhor.
(e acho melhor calar-me por aqui)

Bjs

pal said...

a mais ignorante?!...
e eu que hoje mandei aquela do preço do leite, como quem, oh deve ser impressão minha...
afinal até parece que não se fala de outra coisa, hein?!... :p

Clara said...

Leite? De que falas Palzita? Quando o preço da Smirnoff aumentar, preocupo-me.

Margarida, não gostas do reizito? Eu gosto. Como sempre não sou nem monárquica nem republicana, estou-me um bocado nas tintas para isso (ou seja, vejo vantagens e desvantagens em ambas as opções, no entanto simpatizo mais com as figuras dos reis do que dos presidentes nem que seja porque como lá andam há tantos anos até os reconheço). Depois de escrever esta frase é que me senti mesmo ignorante.

Catarina campos said...

Posso não falar na parte do rei que nem sei bem o que dizer? ;)
Quando às revistas, somos duas. Também recolho se passar por sítio onde existam - as dos jornais. Já cheguei à conclusão que deitá-los fora ainda no saco, é um desperdício.

Clara said...

ah, exacto Cat (ufa, não sou só eu)!

pal said...

isso é porque os teus não gostam, ou bem que tinhas reparado...

eu gasto quase mais de dois litros diários, pá...

Margarida Atheling said...

Não gosto do reizito de Espanha, não. Confesso.
E gosto ainda menos da rainhazita dos espanhóis. Mais ou menos tanto como o que (não) gosto do herdeiro. E gosto ainda menos da norazita deles.

Eu sou assumidamente monárquica. Não sou fanática, mas acho que a monarquia tem vantagens de peso sobre a república.
Reconheço, ainda assim, que não é um sistema perfeito (nem creio que haja algum), mas existem, nela mesma, mecanismos para permitem corrigir falhas (como por exemplo a capacidade das cortes, ou parlamento, se preferirmos chamar-lhe assim, não aclamarem um rei que se mostre sem capacidades para o cargo). Pesados os prós e os contras, opto claramente pela monarquia.
(mas sempre te digo, ao contrário do que ouvi a alguns republicanos confessos, que, mal por mal, prefiro um presidente português do que um rei espanhol).

Ah! E quanto às revistas... eu faço o mesmo. E parece-me que estamos longe de sermos casos únicos.

pessoas com extremo bom gosto