12.15.2007

É um homem

grisalho, cinquenta ou sessenta anos. Sai do Hipopótamo* e entra dentro de um carro muito velho que está estacionado à porta e tem um autocolante enorme no vidro traseiro onde se lê "Jesus". Felizmente resolveu deixar Jesus à porta. Pela hora (5 da tarde) trata-se de um empregado da casa, não de um cliente.
Não sou moralista para condenar quem paga para fazer ou quem é pago para fazer, é-me indiferente, há quem queira (ou precise) de fazer e quem queira (ou precise) de ser feito. Como diria um economista, o mercado auto-regula-se. Já quem vive da exploração da coisa me parece muito baixo moralmente.


*a boite de alterne.

3 comments:

Pitx said...

mas olha que no boquinhas também não paga para se fazer muito!...

Mãe da malta said...

Já diz o meu pai, é preciso alguém que 'organize'...

Clara said...

Pitx, esses pormenores desconheço. Boquinhas? Lindo.
(sempre achei que isso das escorts era mito, na prática vai dar tudo ao mesmo, demora é mais a lá chegar, ou não?)

pessoas com extremo bom gosto